festival da canção 2011
5 de Março - Teatro Camões





 
Sete Saias Carla Moreno Rui Andrade Henrique Feist Wanda Stuart
           
Tânia Tavares Inês Bernardo Filipa Ruas Homens da Luta Axel Ricardo Sousa
Um destes 12 cantores irá representar Portugal Eurofestival em Dusseldorf, na Alemanha
regulamento do FC 2011 aqui  site oficial do FC 2011 aqui

entrevista  a Guilherme Santos - Presidente da OGAE Portugal aqui


 

AS 12 CANÇÕES FINALISTAS SÃO

EMBALO DO CORAÇÃO Sete Saias SOBREVIVO
(SET ME FREE)
Carla Moreno SÃO OS BARCOS DE LISBOA EM NOME DO AMOR Rui Andrade
7 SAIAS CARLA MORENO NUNO NORTE RUI ANDRADE
QUASE A VOAR Henrique Feist CHEGAR À TUA VOZ Wanda Stuart SE ESSE DIA CHEGAR Tânia Tavares DEIXA O MEU LUGAR Inês Bernardo
HENRIQUE FEIST WANDA STUART TÂNIA TAVARES INÊS BERNARDO
TENSÃO Filipa Ruas A LUTA É ALEGRIA Homens da Luta BOOM BOOM YEAH Axel O MAR, O VENTO E AS ESTRELAS Ricardo Sousa
FILIPA RUAS HOMENS DA LUTA AXEL RICARDO SOUSA
 

AS CANÇÕES ESTÃO AQUI APRESENTADAS PELA ORDEM COM QUE VÃO DESFILAR DIA 5 DE MARÇO NO TEATRO CAMÕES.
CLIQUE NA FOTO E ACEDA À INFORMAÇÃO DA RESPECTIVA CANÇÃO. A legenda dos icons em baixo

Ouça as canções Biografias dos Interpretes Site dos Intérpretes Facebook  dos
Intérpretes
Sites ou Clubes de Fãs dos Cantores Páginas de Apoios às Canções Vídeo com desempenho do cantor Vídeo Promocional das Canções Declarações para a TV Entrevistas
aos
Cantores
Entrevistas
aos Autores e
Compositores




 

 

1

EMBALO DO CORAÇÃO - 7 SAIAS - Autor: Ana Rita Rebello - Compositor: Páquito C. Braziel

SETE SAIAS

Fontes: Facebook 7 Saias, Site Oficial 7 Saias,

 

2

SOBREVIVO - CARLA MORENO - Autor: Carlos Coelho - Compositor: Andrej Babic

CARLA MORENO e CARLOS COELHO

Fontes: Facebook Carla Moreno, Facebook Sobrevivo (Set me Free) no Festival

 

3

SÃO OS BARCOS DE LISBOA - NUNO NORTE- Autor: Carlos Massa - Compositor: Carlos Massa

NUNO NORTE e CARLOS MASSA

 

Fontes: Facebook Nuno Norte, Myspace Nuno Norte,

 

4

EM NOME DO AMOR - RUI ANDRADE - Autor: Carlos Meireles - Compositor: Artur Guimarães

Produtor, ARTUR GUIMARÃES, RUI ANDRADE e CARLOS MEIRELES

Fontes:  Facebook Rui Andrade, Blog Rui Andrade, Rui Andrade Vencedor do Festival da Canção 2011

 

5

QUASE A VOAR - HENRIQUE FEIST - Autor: José Fanha - Compositor: Nuno Feist

NUNO FEIST e HENRIQUE FEIST

Fontes: Facebook Henrique Feist; Facebook Henrique Feist (fãs), Site Oficial Henrique Feist

 

6

CHEGAR À TUA VOZ - WANDA STUART - Autor: Paulo Teixeira de Sousa - Compositor: Paulo Teixeira de Sousa

WANDA STUART e PAULO TEIXEIRA DE SOUSA

Fontes: Facebook Wanda Stuart; Blog Wanda Stuart, Grupo Apoio Wanda Stuart no Festival

 

7

SE ESSE DIA CHEGAR - TÂNIA TAVARES - Autor: Tânia Tavares e Nuno Valério - Compositor: Gorgi

TÂNIA TAVARES e NUNO VALÉRIO

Fontes: Facebook de Tânia Tavares

 

8

DEIXA O MEU LUGAR - INÊS BERNARDO - Autor: Joana Ferraz - Compositor: Leonel Moteiro

INÊS BERNARDO e LEONEL MONTEIRO

Fontes: Facebook Inês Bernardo

 

9

TENSÃO - FILIPA RUAS - Autores: Filipa Ruas e Pedro Sá - Compositores: Daniel Nilsson, Henrik Szabo, Johny Sanchez, Jonas Gladnikoff e Michael Eriksson

FILIPA RUAS e PEDRO SÁ

Fontes: Facebook Filipa Ruas,

 

10

LUTA É ALEGRIA - HOMENS DA LUTA - Autor: Jel - Compositor: Vasco Duarte

HOMENS DA LUTA

Fontes: Facebook Homens da Luta

 

11

BOOM BOOM YEAH - AXEL - Autor: Axel - Compositor: José Félix

AXEL e JOSÉ FÉLIX

Fontes: Facebook Axel Pt, Facebook Axel

 

12

O MAR, O VENTO E AS ESTRELAS - RICARDO SOUSA - Autor: Fernando Guerreiro - Compositor: Carlos Freitas

RICARDO SOUSA, FERNANDO GUERREIRO e CARLOS FREITAS

Fontes: Facebook Ricardo Sousa, Site Oficial Ricardo Sousa



 

ENTREVISTAS

 

 

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A NOSSA ENTREVISTA A RICARDO SOUSA

Festivais da Canção - Em primeiro lugar toda a equipa de trabalho do site “Festivais da Canção” dá-lhe os parabéns pela passagem à final do Teatro Camões.
O que o motivou a concorrer ao Festival da Canção deste ano?
Ricardo Sousa - A publicidade ao festival na RTP, despertou em mim a vontade de participar neste desafio. O festival é um marco bastante importante na história da música em Portugal, e penso que faz parte do imaginário de qualquer amante das canções, participar.

FC - Como soube e qual foi a sua reacção ao saber que a sua canção era uma das 24 escolhidas entre um lote de mais de 400?
RS - Recebi uma mensagem de um amigo que também havia enviado uma música a concurso, dizendo que eu tinha ficado nas 24. Ia no carro, sozinho para dar uma aula na Universidade e fiquei muito contente. Liguei logo à minha mulher a dar a noticia.

FC - Como viveu a semana de votações online?
RS - Uma loucura, eu e a minha mulher desdobramo-nos em contactos a toda a família e a imensos amigos. Sem eles não teria sido possível. Utilizamos todos os meios possíveis, de forma a passar a noticia a todos, aumentado assim a possibilidade de angariar votos suficientes para passar à fase seguinte.

FC - Concorda com este método de apuramento?
RS - Considero que se poderia optar por outras soluções provavelmente mais justas. Muita gente que votou, teve dificuldades em votar, e só teve conhecimento desta fase de votação porque os artistas se empenharam na sua divulgação.  

FC - Acha suficiente o minuto e meio disponível online para o público avaliar as canções?
RS - Sim

FC - O que podemos esperar da sua canção para além do minuto e meio disponível?
RS - Uma linha melódica bastante interessante, marcada por uma guitarra portuguesa fantástica.

FC - Como nasceu a parceria com Fernando Guerreiro e Carlos Freitas?
RS - Casualmente, numa visita a Sagres, encontrei o Fernando Guerreiro e comentei que talvez fosse interessante enviar um tema para a RTP. Conheço esta dupla há já algum tempo, pois costumamos actuar nos mesmos sítios.

FC - O sorteio ditou o número 12 para a sua canção. Contente por fechar o desfile?
RS - Sim, com certeza.

FC - Descreva-nos em poucas linhas a sua canção.
RS - Um canção alegre que fala ao imaginário de todos os portugueses. Sem duvida mais uma alusão à bravura e coragem dos nossos antepassados, mas com um grito de impulsão para que essa coragem continue nos tempos futuros.
Esta música relembra-nos que não devemos ter medo de arriscar.

FC - Ricardo Sousa venceu uma das edições do “Chuva de Estrelas”, também Sara Tavares e Inês Santos transitaram das vitórias do Chuva para vencerem no Festival da Canção, será isto um bom presságio?
RS - Nem é bom nem mau presságio, o panorama musical português, é tão reduzido, e somos tão pequenos, que é normal que acabe por coincidir actuações em vários concursos. O festival continua a ser uma forma de mostrar que continuamos a cantar.

FC - Quais as expectativas para a grande final deste Festival?
RS - Que seja uma noite alegre e agradável, com boa camaradagem, sabendo que com certeza, haverá bonitos momentos de palco e a revelação de bons talentos.
Quanto à votação logo se verá, lá estar já é uma grande vitória.

FC - Do Teatro Camões para Dusseldorf é um grande passo só acessível a uma das 12 canções em competição, qual a sensação de poder vir a ser o eleita do júri?
RS - É uma sensação de muita responsabilidade.

FC - A canção que vai defender irá sofrer alterações?
RS - Estamos neste momento em estúdio com o Ramon Galarza para definir o melhor caminho a tomar.

FC -  Quantos elementos irão estar em palco e que papel desempenharão?
RS - Também ainda estamos a definir, mas provavelmente estarei acompanhado de guitarra portuguesa, teclas e coros.

FC -  Como irá apresentar a sua canção em palco? Haverá algum elemento cénico extra?
RS - Provavelmente não.

FC - Quanto à roupa que irão vestir todos os elementos da sua canção há algo já pensado?
RS - Ainda estamos a definir.

FC -  A vossa imagem irá ser da inteira responsabilidade de Cátia Castel-Branco ou haverá ligação a outro estilista?
RS - Não temos previsto nenhuma ligação com outros estilistas, embora abertos a qualquer proposta.

FC - Qual a sensação de poder vir a pisar o grande palco da Eurovisão em representação de Portugal?
RS - A sensação, repito, é de enorme responsabilidade.

FC - Se tivesse que fazer um duo na Eurovisão qual ou quais dos outros restantes 11 concorrentes escolheria e porquê?
RS - Wanda Stuart, porque tem uma voz e uma presença que vai ao encontro da minha maneira de estar em palco. Seria um dueto incrível.

FC - De todos as canções que têm passado pelos festivais da canção (vencedoras ou não) qual ou quais é/são para si uma referência?
RS - Muito difícil nomear uma música ou um interprete do festival da canção, pois têm passado boas músicas e excelentes interpretes: Paulo de Carvalho, Fernando Tordo, Dulce Pontes, etc. Uma música: “Chamar a música”.

FC - Desejamos a melhor sorte e uma grande participação no Festival da Canção 2011
RS - Muito obrigado, até lá.

Fonte: Ricardo Sousa - Entrevista de Carlos Portelo - 2011/02/08

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A NOSSA ENTREVISTA A AXEL ESTEVE ONLINE, EM DIRECTO

Veja aqui ao lado a nossa entrevista a Axel que aconteceu em directo, online, a partir da 23h de 2ªfeira dia 7 de Fevereiro. Se perdeu o directo tem possibilidades de ver esta entrevista aqui ao lado.
Agradecemos ao Axel a sua disponibilidade.

Boom Boom Yeah é a canção nº11 a subir ao palco do Teatro Camões, a letra é de Axel, a música de José Félix e a interpretação é também de Axel.
Esta entrevista irá ser colocada também na nossa página dedicada ao Festival da Canção 2011, onde se manterá até à grande noite do Festival.

Fonte: Axel - Entrevista de Carlos Portelo - 2011/02/07

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A NOSSA ENTREVISTA A WANDA STUART

Festivais da Canção - Em primeiro lugar toda a equipa de trabalho do site “Festivais da Canção” dá-lhe os parabéns pela passagem à final do Teatro Camões.
O que a motivou a concorrer ao Festival da Canção deste ano?

Wanda Stuart
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Foi o convite do Paulo Teixeira de Sousa para representar a sua canção.

FC - Como soube e qual foi a sua reacção ao saber que a sua canção era uma das 24 escolhidas entre um lote de mais de 400?
WS - Foi através da net, fiquei muito contente não só por mim mas também pelo autor.

FC - Como viveu a semana de votações online?
WS - Tranquila, sem criar grandes expectativas, tudo podia acontecer...

FC - Concorda com este método de apuramento?
WS -
É uma forma como outra qualquer...

FC - Acha suficiente o minuto e meio disponível online para o público avaliar as canções?
WS - Não, as canções valem pelo seu todo. E, às vezes, o melhor está guardado para o fim...

FC - Como descreve a sua canção para além do minuto e meio que já conhecemos?
WS - É a partir desse minuto e meio que a canção começa a crescer, daí ter ficado um pouco decepcionada quando soube que só se iria ouvir metade dos temas. Mas penso que dá para adivinhar o que se segue...

FC - Como nasceu a parceria com Paulo Teixeira de Sousa?
WS - Depois de muita insistência por parte de amigos para aderir ao facebook. Passado muito pouco tempo recebi uma mensagem do Paulo, dizendo que tinha uma canção com a qual gostaria de concorrer ao Festival, se possível na minha voz. Respondi que gostaria de a ouvir e, assim que a ouvi, senti logo uma forte empatia com toda a carga dramática que envolve o tema.

FC - Em 1985 concorreu ao festival integrada no grupo Aguarela (então Vanda Pereira) que memórias desse tempo?
WS - Era uma miúda, foi a primeira vez que fui à televisão e foi uma emoção, apesar de saber que não tinha hipóteses de ganhar.
Diverti-me imenso...

FC - Há dois anos a Wanda gravou uma demo com poema de Simone de Oliveira e não foi seleccionada. Quer comentar?
WS - Aí está a prova de que não há favoritismos nem utilizações de "cunhas"...
Quer maior cunha do que o nome da Simone no Festival RTP da Canção?!?

FC - Descreva-nos em poucas linhas a sua canção.
WS - É uma balada, com um refrão bastante forte que todos podem cantar. Com cariz quase épico, ouço-a como um hino.

FC - Quais as expectativas para a grande final deste Festival?
WS - Espero fazer parte de um grande espectáculo de televisão e que o público goste do que estou a preparar para o meu momento.

FC - Quis o sorteio que desfilasse em nº6, um número pouco amigo dos concorrentes dos festivais, pois só em 1984 este número deu uma vitória que foi a Maria Guinot. Queria desfilar com outro número? Se sim, qual?
WS - Tem graça, porque gosto muito dessa canção. Não, não tenho qualquer tipo de problemas com esse número. É- me, até, bastante querido pois é a data do meu aniversário.

FC - Do Teatro Camões para Dusseldorf é um grande passo só acessível a uma das 12 canções em competição, qual a sensação de poder vir a ser a eleita do júri?
WS - A vida ensinou-me a aceitar o que ela me dá. E, p'ra já, deu-me esta belíssima canção e, ao longo da minha carreira foi-me dando igualmente o carinho e o respeito do público.

FC - A canção que vai defender irá sofrer alterações?
WS - Não.

FC - Quantos elementos irão estar em palco e que papel desempenharão?
WS - Surprise...

FC - Como irá apresentar a sua canção em palco? Haverá algum elemento cénico extra?
WS - Surprise...

FC - Quanto à roupa que irão vestir todos os elementos da sua canção há algo já pensado?
WS - Claro, tudo é muito bem pensado antes de se subir ao palco.

FC - A vossa imagem é da inteira responsabilidade de Cátia Castel-Branco ou irá ter a participação de outro estilista?
WS - Vou contar com a ajuda preciosa do meu querido estilista João Rôlo.

FC - Qual a sensação de poder vir a pisar o grande palco da Eurovisão em representação de Portugal?
WS - Isso pensa-se depois da final em Portugal, ou não (ah ah ah )...

FC - Caso tivesse que fazer um dueto na Eurovisão qual ou quais dos restantes 11 concorrentes escolheria?
WS - Com o Rui Andrade já contracenei na Piaf, com o Henrique então, nem se fala, o que já fizemos juntos...
Talvez escolhesse o Nuno Norte, de quem gosto muito.

FC - De todos as canções que têm passado pelos festivais da canção (vencedoras ou não) qual ou quais é/são para si uma referência?
WS - É muito complicado eleger um ou dois temas, pois eu "ainda sou do tempo" em que o país parava para ver o Festival. Era o acontecimento do ano... Quase todas essas canções, por uma razão ou outra, trazem recordações que me são muito queridas e que representam diferentes fases da minha vida.  O que distingue o Festival RTP da Canção de outros concursos televisivos é o facto de os cantores darem a conhecer ao grande público o trabalho de autores portugueses, consagrados ou não. É um festival de canções, não de cantores...

FC - Desejamos a melhor sorte e uma grande participação no Festival da Canção 2011
WS - Muito obrigada, tudo de bom

Fonte: Wanda Stuart - Entrevista de Carlos Portelo - 2011/02/09

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A NOSSA ENTREVISTA ÀS 7 SAIAS

Festivais da Canção - Em primeiro lugar toda a equipa de trabalho do site “Festivais da Canção” dá-lhes os parabéns pela  passagem à final do Teatro Camões. 
O que as motivou a concorrer ao Festival da Canção deste ano?
7 Saias -
Principalmente foi a nossa admiração por este evento musical Europeu.

FC -  Como souberam e qual foi a sua reacção ao saber que a sua canção era uma das 24 escolhidas entre um lote de mais de 400?
7S - Soubemos através do comunicado da RTP. Reagimos com alegria, entusiasmo e foi um orgulho enorme saber que a nossa música tinha sido uma das escolhidas.

FC -  Como viveram a semana de votações online?
7S - Com alguma ansiedade… mas sempre convictas da qualidade da nossa música.

FC -  Concordam com este método de apuramento?
7S - Sim, porque é uma forma de todo o público português poder participar da escolha das 12 canções finalistas do Festival da Canção, através do seu voto.

FC -  Acham suficiente o minuto e meio disponível online para o público avaliar as canções?
7S - Um minuto e meio é suficiente para o público avaliar as canções, criando também alguma expectativa até ao momento do espectáculo final emitido pela RTP.

FC - Como descreve a vossa canção para além do minuto e meio que já conhecemos?
7S - Uma canção tipicamente portuguesa onde estão presentes as raízes da nossa música tradicional. Podemos ouvir o som de instrumentos típicos de Portugal, como o cavaquinho, adufe, entre outros, acompanhados por rimas de amor, que também fazem parte da nossa tradição. Sem dúvida um “Embalo do Coração”.

FC -  Como nasceu a parceria da vossa canção?
7S - Esta canção nasceu naturalmente. Esta parceria já existe há 4 anos. As 7 Saias surgiram em 2008 e já contam com 3 trabalhos editados.

FC -  Em 2009 os Flor-de-Lis com uma canção étnica ganharam o festival de então, sendo o vosso projecto baseado na cultura popular portuguesa acham que este facto pode fazer a diferença a vosso favor?
7S - Claro que achamos que sim. Acima de tudo consideramos o palco da Eurovisão o mais emblemático que nós Portugueses temos, onde as nossas raízes devem ter lugar expressivo. Devemos mostrar aquilo que “Somos”.

FC -  O sorteio ditou que abrissem o desfile. Querem comentar?
7S - Sim, gostaríamos de dizer que é com grande satisfação que abrimos o desfile deste grandioso espectáculo da RTP com o encanto das nossas já tão características saias que Portugal reconhece.

FC - Descreva-nos em poucas linhas a vossa canção.
7S - A nossa canção abarca rimas de amor às regiões de Portugal, tendo como sujeito da mensagem o que melhor caracteriza as 7 saias: as cores do Adufe, as Saias, os traços de rostos e vozes femininas Portuguesas.

FC -  Quais as expectativas para a grande final deste Festival?
7S - As 7 Saias têm duas expectativas para a grande final deste festival: uma noite de bonito espectáculo e o apuramento da nossa canção para representar Portugal na Eurovisão.

FC - Do Teatro Camões para Dusseldorf é um grande passo só acessível a uma das 12 canções em competição, qual a sensação de poderem vir a ser as eleitas do júri?
7S - Temos bem presente o sentido da responsabilidade de representar as “cores” de Portugal. Será com enorme satisfação, orgulho e dedicação que vamos enfrentar este novo desafio.

FC -  A canção que vão defender irá sofrer alterações?
7S - A nossa canção “Embalo do coração” não irá sofrer alterações. Foi produzida com o perfeccionismo que nos caracteriza.

FC - Como o regulamento só permite 6 elementos em palco qual dos 7 elementos do vosso grupo irá estar ausente e porquê?
7S - Como já nos é característico, todas nós estaremos sempre presentes no trabalho de equipa que as 7 saias desenvolvem. Efectivamente, uma de nós não estará em cima do palco somente porque o regulamento da Eurovisão não o permite, contudo, a Raquel estará sempre connosco.

FC - Como irão apresentar a sua canção em palco? Haverá algum elemento cénico extra?
7S - Sim, poderá haver. Aliás, como já é conhecimento de todos, o trabalho artístico das 7 Saias passa tanto pelo âmbito musical como pelo âmbito cénico, os nossos trajes falam por si.

FC -  Quanto à roupa que irão vestir todos os elementos da vossa canção há algo já pensado?
7S - Sim, temos tudo pensado e “alinhavado”. Portugal terá oportunidade de mais uma vez se encantar com belos trajes femininos das 7 Saias.

FC -  A vossa imagem é da inteira responsabilidade de Cátia Castel-Branco ou irá ter a participação de outro estilista?
7S - A nossa imagem é de inteira responsabilidade da estilista que trabalha connosco, Ana Curraleira, que em muito tem deslumbrado ao Mundo que nos observa.

FC -  Qual a sensação de poderem vir a pisar o grande palco da Eurovisão em representação de Portugal?
7S - Um grande orgulho sem dúvida e a de comprometimento de bem representar as Raízes de Portugal.

FC -  Caso tivessem que fazer um dueto na Eurovisão qual ou quais dos restantes 11 concorrentes escolheriam
7S - Dos restantes 11 concorrentes escolheríamos a Filipa Ruas pelo reconhecimento da sua capacidade de interpretação.

FC -  De todos as canções que têm passado pelos festivais da canção (vencedoras ou não) qual ou quais é/são para si uma referência?
7S - Para nós, são duas…”O meu coração não tem cor” de Lucia Moniz e “Todas as ruas de Amor” de Flor de Lís.

FC - Desejamos a melhor sorte e uma grande participação no Festival da Canção 2011

Fonte: 7 Saias - Entrevista de Carlos Portelo - 2011/02/10

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A NOSSA ENTREVISTA A FILIPA RUAS

Festivais da Canção - Em primeiro lugar toda a equipa de trabalho do site “Festivais da Canção” dá-lhe os parabéns pela passagem à final do Teatro Camões. O que a motivou a concorrer ao Festival da Canção deste ano?
Filipa Ruas - O que me motivou a concorrer foi sem dúvida a canção composta pelo Daniel Nilsson, pelo Henrik Szabo, pelo Johnny Sanchez, pelo Jonas Gladnikoff e pelo Mike Eriksson, pois vai muito ao encontro do meu estilo musical.

FC - Como soube e qual foi a sua reacção ao saber que a sua canção era uma das 24 escolhidas entre um lote de mais de 400?
FR - Através dos fãs do Facebook, e depois, é claro, confirmei no vosso site. Fiquei contentíssima, a selecção é feita por grandes profissionais e recebermos um voto de confiança é algo muito importante para a carreira de qualquer músico.

FC - Como viveu a semana de votações online?
FR - Com muito stressssssssssssssssssssssss.

FC - Concorda com este método de apuramento?
FR - Preferia que o apuramento fosse feito apenas pelo júri, no entanto, percebo que a votação on-line seja uma forma de cativar e aproximar mais os telespectadores.

FC - Acha suficiente o minuto e meio disponível online para o público avaliar as canções?
FR - Sim, parece-me bem!

FC - O que podemos esperar da sua canção para além do minuto e meio disponível?
FR - Uma grande " TENSÃO " ( risos )

FC - Como nasceu a parceria com Pedro Sá e os vários compositores da sua canção?
FR - Actualmente podemos usufruir de uma grande rede social chamada Facebook que nos dá a oportunidade de conhecermos pessoas e assim foi, o Pedro Sá fez-me o convite, enviou-me a música, pôs-me em contacto com os autores e eu nem hesitei em aceitar.

FC - Sabemos que já tentou o festival em anos anteriores, porém nunca foi apurada, tendo participado no festival apenas em coros. Qual a sensação de ser finalmente a protagonista?
FR - É uma sensação óptima, é claro! No entanto posso dizer que me quero divertir tanto, ou mais, quanto me diverti nos outros anos a fazer coros, passámos óptimos momentos.

FC - Descreva-nos em poucas linhas a sua canção.
FR -
A minha música é inspirada numa personagem feminina dominadora, que gosta de tratar os homens como se eles fossem brinquedos, deixando-os sempre que a relação se começa a tornar séria. (risos) Digamos que é o despertar da mulher para aquela que até agora era uma realidade que pertencia apenas aos homens.

FC - Quais as expectativas para a grande final deste Festival?
FR -
Ser competente no meu trabalhar de forma a não desapontar o público.

FC - Quis o sorteio que a sua canção tivesse o nº9 contente por cantar nesta posição?
FR - Sim, os números ímpares agradam-me sempre e o 9 parece-me lindamente.

FC - Do Teatro Camões para Dusseldorf é um grande passo só acessível a uma das 12 canções em competição, qual a sensação de poder vir a ser a eleita do júri?
FR - Ser eleita pelo júri/público para ir à Eurovisão é sem dúvida um grande marco na carreira de um artista, como tal a sensação só pode ser plena de felicidade.

FC - A canção que vai defender irá sofrer alterações?
FR - Essa parte já não me compete a mim, deixo ao cargo dos compositores/produtores da minha música e do Fernando Martins, confio plenamente no trabalho deles.

FC - Quantos elementos irão estar em palco e que papel desempenharão?
FR - Em palco, à partida, irão estar 6 elementos, que papel irão desempenhar? Apoiar-me bastante com muita energia positiva.

FC - Como irá apresentar a sua canção em palco? Haverá algum elemento cénico extra?
FR - Em relação a esses pormenores, vou deixar a cargo da vossa imaginação. Diz-se que o segredo é alma do negócio!

FC - Quanto à roupa que irão vestir todos os elementos da sua canção há algo já pensado?
FR - Foi feito apenas um briefing, foram estudadas algumas hipóteses, mas nada em concreto.

FC - A vossa imagem irá ser da inteira responsabilidade de Cátia Castel-Branco ou haverá ligação a outro estilista?
FR - Sim da inteira responsabilidade da Cátia Castel-Branco e de toda a sua equipa.

FC - Qual a sensação de poder vir a pisar o grande palco da Eurovisão em representação de Portugal?
FR - É quase como o erguer da bandeira Portuguesa nos Jogos Olímpicos.

FC - Se tivesse que fazer um duo na Eurovisão qual ou quais dos outros restantes 11 concorrentes escolheria e porquê?
FR - Escolheria sem dúvida ou a Tânia Tavares, ou a Carla Moreno, andamos na luta há já alguns anos.

FC - De todos as canções que têm passado pelos festivais da canção (vencedoras ou não) qual ou quais é/são para si uma referência?
FR - Sol de Inverno, E Depois do Adeus e Desfolhada.

FC - Desejamos a melhor sorte e uma grande participação no Festival da Canção 2011.

 

Fonte: Filipa Ruas - Entrevista de Carlos Portelo - 2011/02/13

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A NOSSA ENTREVISTA A TÂNIA TAVARES

Festivais da Canção - Em primeiro lugar toda a equipa de trabalho do site “Festivais da Canção” dá-lhe os parabéns pela passagem à final do Teatro Camões.
O que a motivou a concorrer ao Festival da Canção deste ano?
Tânia Tavares -  A apresentação de um tema por parte do Compositor Gorgi que considerei ter algo a ver comigo e com a minha personalidade.

FC - Como soube e qual foi a sua reacção ao saber que a sua canção era uma das 24 escolhidas entre um lote de mais de 400?
TT - Não estava à espera, foi uma grande surpresa e fiquei um pouco nervosa confesso, eheheh

FC - Como viveu a semana de votações online?
TT -  Com um pouco de ansiedade, contente por ter estado entre o 2º e 3º lugar durante toda a semana, e aquela última hora de votação, achei mesmo que iria sair das 12 … :P

FC - Concorda com este método de apuramento?
TT -  Não, acho que o Júri deveria escolher e decidir de uma vez por todas as 12 músicas a ir à final.

FC - Acha suficiente o minuto e meio disponível online para o público avaliar as canções?
TT -  Dá para ter a ideia da canção… mas deixa sempre a curiosidade para ouvir e conhecer a música até ao fim. Uma vez que é este o método de apuramento para o público, deveria poder ouvir-se a canção na totalidade, mas esta é só a minha opinião. J

FC - O que podemos esperar da sua canção para além do minuto e meio disponível?
TT - Podemos esperar por uma balada cheia de força e emoção, ainda estamos nos preparativos para o que se vai passar em palco. J

FC - Como nasceu a parceria com Nuno Valério e Gorgi?
TT - Nasceu de um convite por parte de ambos, e aceitei com muito gosto. Também tive o prazer de colaborar na letra da canção com o Nuno Valério.

FC - O ano passado gravou uma demo e esta não foi seleccionada para o festival. Quer comentar?
TT -  Infelizmente esse tema não passou, mas quantos bons temas não ficam seleccionados? Tem tudo a ver com critérios do Júri. Mas penso que se não passou foi porque não tinha mesmo que ser J

FC - Descreva-nos em poucas linhas a sua canção.
TT - É um tema que fala de amor, mas também da fragilidade em relação ao mesmo, e acima de tudo, a força que temos dentro de nós para poder e conseguir superar e vencer as barreiras que nos fazem quebrar nas várias etapas da nossa vida.

FC - Quais as expectativas para a grande final deste Festival?
TT - Espero que seja um Concurso de canções muito saudável e acima de tudo que todos se divirtam muito. O mais importante para mim é que corra tudo muito bem.

FC - Quis o sorteio que a sua canção tivesse o nº7 contente por cantar nesta posição?
TT - Muito contente! Adoro o nº 7, espero que me traga sorte.

FC - Do Teatro Camões para Dusseldorf é um grande passo só acessível a uma das 12 canções em competição, qual a sensação de poder vir a ser a eleita do júri?
TT -  É uma grande responsabilidade, é o que sinto, mas com o pensamento muito positivo. Há boas músicas nesta competição J

FC - A canção que vai defender irá sofrer alterações?
TT - Talvez ;-)

FC - Quantos elementos irão estar em palco e que papel desempenharão?
TT -  Iremos ter o nº máximo de pessoas em palco (eu + 5 pessoas), e estou a contar muito com eles para enriquecer o tema J de resto será surpresa.

FC - Como irá apresentar a sua canção em palco? Haverá algum elemento cénico extra?
TT -  Ainda está tudo a ser preparado e não posso ainda desvendar nada J

FC - Quanto à roupa que irão vestir todos os elementos da sua canção há algo já pensado?
TT - Há uma ideia mas ainda nada de concreto.

FC - A vossa imagem irá ser da inteira responsabilidade de Cátia Castel-Branco ou haverá ligação a outro estilista?
TT -  Sim, da responsabilidade da Cátia, estamos a contar com ela J

FC - Qual a sensação de poder vir a pisar o grande palco da Eurovisão em representação de Portugal?
TT -  É uma sensação estranha lol, ainda nem acredito que estou nas 12 músicas em competição para esse efeito…

FC - Se tivesse que fazer um duo na Eurovisão qual ou quais dos outros restantes 11 concorrentes escolheria e porquê?
TT -  Na minha opinião, tudo dependerá um pouco da apresentação da música em palco de cada um… mas tenho alguns favoritos… Filipa Ruas, Rui Andrade, Henrique Feist, Nuno Norte, … os Homens da Luta também vieram para vencer e são muito divertidos, vamos ver como tudo irá correr…

FC - De todos as canções que têm passado pelos festivais da canção (vencedoras ou não) qual ou quais é/são para si uma referência?
TT - Para mim a “Senhora do mar” é imbatível.

FC - Desejamos a melhor sorte e uma grande participação no Festival da Canção 2011
TT - Muito obrigada J

Fonte: Tânia Tavares- Entrevista de Carlos Portelo - 2011/02/14

 

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A NOSSA ENTREVISTA A INÊS BERNARDO

Festivais da Canção - Em primeiro lugar toda a equipa de trabalho do site “Festivais da Canção” dá-lhe os parabéns pela passagem à final do Teatro Camões.
O que a motivou a concorrer ao Festival da Canção deste ano?

Inês Bernardo
-
Concorrer foi uma proposta do autor da música. Esta canção não foi feita propositadamente para o festival mas achámos que seria interessante participar e ver o que acontecia!

FC - Como soube e qual foi a sua reacção ao saber que a sua canção era uma das 24 escolhidas entre um lote de mais de 400?
IB - Fiquei um pouco surpreendida e, claro, muito feliz!

FC - Como viveu a semana de votações online?
IB - Intensamente! Fiz muita pressão para pôr toda a gente a votar, foi uma semana engraçada!

FC -  Concorda com este método de apuramento?
IB - Sim! Tem de existir um método, e porque não este!

FC -  Acha suficiente o minuto e meio disponível online para o público avaliar as canções?
IB - Penso que seria mais interessante o público que está a votar ter acesso à música toda, mas também acho que este minuto e meio acaba por ser suficiente para julgarmos se gostamos da canção ou não.

FC - O que podemos esperar da sua canção para além do minuto e meio disponível?
IB - Isso é surpresa!

FC - Como nasceu a parceria com Joana Ferraz e Leonel Monteiro?
IB - A Joana e o Leonel já se conhecem há muito tempo, são amigos. Eu surgi depois! Costumava ir cantar em concertos nos quais o Leonel tocava e a partir daí ele convidou-me para dar voz à música!

FC -  O sorteio ditou o número 8 para a sua canção. Este número foi responsável por muitas vitórias no festival, nomeadamente nos anos 90. Será um sinal de sorte, quer comentar?
IB - Quem sabe! É bom pensar que sim!

FC -  Descreva-nos em poucas linhas a sua canção.
IB - Esta canção fala-nos de um amor que existiu entre um homem e uma mulher e ela pede-lhe para ele deixar o lugar dela no dia-a-dia que ainda lhe pertence. É uma música com uma letra muito profunda, basta ouvir com atenção…

FC - Sendo a Inês Bernardo das interpretes menos conhecidas deste festival, será este facto uma vantagem ou desvantagem?
IB - Penso que não é vantagem nem desvantagem. A música terá de falar por si, o importante é o público identificar-se com a canção.

FC - Quais as expectativas para a grande final deste Festival?
IB - Acho que o importante é ser um bom espectáculo e que ganhe o melhor.

FC - Do Teatro Camões para Dusseldorf é um grande passo só acessível a uma das 12 canções em competição, qual a sensação de poder vir a ser a eleita do júri?
IB - Seria muito bom se isso sucedesse.

FC -  A canção que vai defender irá sofrer alterações?
IB -
Não.

FC - Quantos elementos irão estar em palco e que papel desempenharão?
IB - Iram estar 6 pessoas em palco. Eu, três coros e dois bailarinos.

FC -  Como irá apresentar a sua canção em palco? Haverá algum elemento cénico extra?
IB - (não respondeu)

FC - Quanto à roupa que irão vestir todos os elementos da sua canção há algo já pensado?
IB - Mais ou menos. Eu tenho uma maneira de estar na música muito própria e a única coisa que vamos fazer é “vestir” a parte visual de acordo com essa forma de estar.

FC -  A vossa imagem irá ser da inteira responsabilidade de Cátia Castel-Branco ou haverá ligação a outro estilista?
IB - Irá ser de inteira responsabilidade da Cátia e da sua equipa.

FC - Qual a sensação de poder vir a pisar o grande palco da Eurovisão em representação de Portugal?
IB - Seria uma sensação única, indescritível.

FC - Se tivesse que fazer um duo na Eurovisão qual ou quais dos outros restantes 11 concorrentes escolheria e porquê?
IB - Escolheria talvez o Nuno Norte porque acho que o contraste de vozes seria interessante.

FC - De todos as canções que têm passado pelos festivais da canção (vencedoras ou não) qual ou quais é/são para si uma referência?
IB - A canção que foi interpretada pela Vânia Fernandes porque é um grande tema interpretado por uma grande voz. E também o “Chamar a música” da Sara Tavares que é a prova de que a simplicidade musical pode ser uma mais valia no panorama do festival.

FC - Desejamos a melhor sorte e uma grande participação no Festival da Canção de 2011

Fonte: Inês Bernardo- Entrevista de Carlos Portelo - 2011/02/16

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A NOSSA ENTREVISTA AOS HOMENS DA LUTA

Festivais da Canção - Em primeiro lugar toda a equipa de trabalho do site “Festivais da Canção” dá-vos os parabéns pela passagem à final do Teatro Camões.
O que os motivou a concorrer ao Festival da Canção deste ano?
Homens da Luta - A possibilidade de mostrar a nossa musica a um publico mais vasto.

FC -  Como souberam e qual foi a vossa reacção ao saberem que a vossa canção era uma das 24 escolhidas entre um lote de mais de 400?
HL - Grande entusiasmo e muita excitação.

FC -  Como viveram a semana de votações online?
HL - Grande interesse e muitos dedos nas teclas

FC -  Concordam com este método de apuramento?
HL - Concordamos com tudo o que seja democrático.

FC -  Acham suficiente o minuto e meio disponível online para o público avaliar as canções?
HL - O ideal seria a canção inteira mas penso que em minuto e meio se pode ter uma ideia clara de uma canção.

FC -  Como descrevem a vossa canção?
HL - Musica tradicional portuguesa inspirada nos anos 70

FC -  O ano passado foram desclassificados por não cumprirem um dos pontos do regulamento e este ano cumprira mesmo os pontos todos ou ainda vamos ter surpresas?
HL -  Este ano está tudo dentro do regulamento.

FC -  Porquê um grupo tão revolucionário e interventivo concorrer ao Festival a Eurovisão, (onde estão a concurso os países mais capitalistas da Europa)?
HL - O festival tem um historial de participações de bandas e artistas interventivos como foi o caso de Ary dos Santos, Fernando Tordo, Duarte Mendes, etc etc

FC -  No Eurofestival há uma regra onde os 5 maiores países (Alemanha, Espanha, França, Itália e Reino Unido) não passam pelas semifinais e têm acesso directamente à final, não é este ponto do regulamento do ESC um ponto altamente lesivo para os mais pobres onde Portugal se insere?
HL - Isso reflecte alguns dos problemas que afectam a Europa neste dias, a luta porém continua sempre.

FC - Normalmente a organização do Eurofestival não vê com bons olhos as canções de intervenção, sendo a vossa altamente interventiva quais são as vossa expectativas e objectivos caso ganhem o Festival e venham a representar Portugal na Eurovisão?
HL - A mensagem desta canção é a de alegria e entusiasmo numa altura de crise. As expectativas são de que os nossos compatriotas europeus adiram a esta mensagem de luta e esperança.

FC -  Quais as expectativas para a final, dia 5 de Março no Teatro Camões em Lisboa?
HL - Cantar afinados e com entusiasmo… que ganhe o melhor!!

FC -  Cantam em nº10 satisfeitos por serem os antepenúltimos a desfilarem?
HL - Qualquer posição nos agradaria, a nossa vitória é a participação.

FC -  Do Teatro Camões para Dusseldorf é um grande passo só acessível a uma das 12 canções em competição, qual a sensação de poderem vir a ser os eleitos do júri?
HL - Responsabilidade e alegria

FC -  A canção que vão defender irá sofrer alterações?
HL - A maquete que entregamos não tinha mistura portanto é natural que agora soe melhor.

FC -  Quantos elementos irão estar em palco e que papel desempenharão?
HL - 6- neto e falancio mais um operário, uma camponesa, um soldado e uma estudante.

FC -  Como irão apresentar a vossa canção em palco? Haverá algum elemento cénico extra?
HL - Isso é surpresa… dia 5 se verá.

FC -  Quanto à roupa que irão vestir todos os elementos da vossa canção há algo já pensado?
HL - Novamente haverá novidades mas estão no segredo dos deuses.

FC -   A vossa imagem é da inteira responsabilidade de Cátia Castel-Branco ou irá haver uma ligação a algum outro estilista?
HL - A nossa roupa é escolhida por nós em harmonia com a equipe que o festival escolheu para esta função.

FC -  Por favor queiram descrever-nos em poucas linhas a vossa canção.
HL - Uma canção alegre de raiz popular cantada no colectivo que apela à alegria como força revolucionária nesta altura tão difícil da vida do país.

FC -  Qual a sensação de poderem virem a pisar o grande palco da Eurovisão em representação de Portugal?
HL - Uma coisa de cada vez, primeiro dia 5 depois logo se verá mas sempre com o mesmo entusiasmo.

FC -  Se tivessem que fazer uma parceria na Eurovisão qual ou quais dos restantes 11 concorrentes escolheriam? E porquê?
HL - Com as Sete Saias pois são aquelas que mais têm em comum connosco sobretudo pela vertente tradicional.

FC - De todos as canções que têm passado pelos festivais da canção (vencedoras ou não) qual ou quais é/são para vós uma referência?
HL - A Tourada do tordo com letra do Ary, Madrugada do capitão de Abril Duarte Mendes, os Amigos com Portugal no Coração de forma alegre.

FC - Desejamos a melhor sorte e uma grande participação no Festival da Canção 2011.

Fonte: Homens da Luta - Entrevista de Carlos Portelo - 2011/02/17

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A NOSSA ENTREVISTA A RUI ANDRADE

Festivais da Canção - Em primeiro lugar toda a equipa de trabalho do site “Festivais da Canção” dá-te os parabéns pela passagem à final do Teatro Camões.
O que te  motivou a concorrer ao Festival da Canção deste ano?
Rui Andrade - O sonho de pisar o palco do Festival da Canção e poder vir a representar o nosso país lá fora, que acredito ser um ponto muito lisongeante na carreira de um cantor. É um sonho antigo.

FC - Como soubeste e qual foi a sua reacção ao saberes que a tua canção era uma das 24 escolhidas entre um lote de mais de 400?
RA - Soube pelo telefone. O autor da musica deu-me a noticia. Recebi-a obviamente com a maior das alegrias e com imensa satisfação. Confesso que me emocionei.

FC - Como viveste a semana de votações online?
RA  - Foi uma semana difícil, estive um pouco ansioso com o resultado já que nunca estive nesta situação. Mas encarada, com naturalidade, sendo feita a vontade dos votantes online.

FC - Concordas com este método de apuramento?
RA -
Sinceramente não tive muita percepção se é ou não o melhor método de votação como concorrente. O que posso dizer, é que não é propriamente um método fácil para muitas pessoas, tendo conhecimento que muitas pessoas ou não confirmavam os votos, ou simplesmente não votavam porque achavam complicado.

FC - Achas suficiente o minuto e meio disponível online para o público avaliar as canções?
RA - Acho que neste minuto e meio as pessoas podem ter percepção se a canção poderá vir a ser ou não uma boa musica. O resto fica na imaginação das pessoas ate ao dia do espectáculo.

FC - O que poderemos ouvir para além do minuto e meio disponível?
RA - A continuação e o crescimento da musica lindíssima na minha opinião claro que está no primeiro minuto e meio. Muita interpretação, muita voz, muito Portugal.

FC - Como nasceu a parceria com Rui Andrade, Carlos Meireles e Artur Guimarães?
RA - A parceria já existia. Somos amigos, faz alguns anos. Já fizemos outro tipo de trabalhos musicais juntos. Eu dei a ideia ao Artur que fez a música, e o Carlos escreveu a letra e assim nasceu “Em nome do amor”. :)

FC - Através do minuto e meio disponível da tua canção há quem te considere o Senhor dos Mares ou o Rei dos Mares, queres comentar?
RA - Sou Senhor de mim próprio, a interpretar uma música em nome de todos os portugueses, os reis do mar. Sou apenas o corpo e a voz da alma portuguesa. Mas agrada-me a nomeação :)

FC - O facto de teres participado recentemente na série “Morangos com Açúcar” não será uma vantagem para o televoto?
RA - Não sei talvez. Se assim for, é da maneira que incuti o gosto a mais jovens e crianças pelo festival, vivendo-o de outra forma, votando, ganhando gosto, etc. Espero que seja uma ajuda para o festival tomar ainda mais importância no nosso pais.

FC - Descreve-nos em poucas linhas a tua canção.
RA - Como disse em cima, é uma balada épica linda, que fala de uma historia de amor vivida no tempo dos descobrimentos! Portugal nasceu disto, de uma historia de amor e dos nossos descobrimentos.

FC - O sorteio quis que desfilasses em número 4, satisfeito ou preferias cantar mais para o fim?
RA - Confesso que não queria ser nenhum dos dois primeiros. A partir daí, estou tranquilo. O 4 é um numero simpático.

FC - Quais as expectativas para a final?
RA - As melhores. Quero sair do Teatro Camões satisfeito com a minha interpretação independentemente da classificação. Ganhar teria um gosto especial, mas neste momento prefiro pensar em viver o momento que tanto sonhei da melhor forma possível.

FC - Do Teatro Camões para Dusseldorf é um grande passo só acessível a uma das 12 canções em competição, qual a sensação de poder vires a ser o eleito do júri?
RA - Ser eleito pelo júri é uma honra e uma gratificação especial ao trabalho de cada um dos concorrentes. Se for a minha a eleita, fico contente, mas sei que lutámos para que isso possa acontecer. Dusseldorf???? Quem me dera :)

FC - A canção que vais defender irá sofrer alterações?
RA - Sim terá alguma modificações instrumentais e interpretativas. Tudo para melhorar creio eu...

FC - Quantos elementos irão estar em palco e que papel desempenharão?
RA - Quanto à actuação, deixo isso para o dia... varias ideias correram e de formas muito diversas e de pessoas ligadas a varias áreas do espectáculo. Será uma actuação elegante penso eu, marcante quero que seja.

FC - Como irás apresentar a tua canção em palco? Haverá algum elemento cénico extra?
RA - Volto a referir que sera elegante e de bom gosto. De resto....... segredoooo... .)

FC - Quanto à roupa que irão vestir todos os elementos da tua canção há algo já pensado?
RA - Ainda no esta nada definido... Algumas ideias no ar mas nada de concreto.

FC - A vossa imagem vai ser da inteira responsabilidade de Cátia Castel-Branco ou tem ligação a outro estilista?
RA - Ha as duas possibilidades. Ainda não decidi. :)

FC - Qual a sensação de puderes vir a pisar o grande palco da Eurovisão em representação de Portugal?
RA - Prefiro nem pensar nisso agora... é claro que essa ideia esta bem lá no fundo da minha mente e sempre presente até porque esse é um objectivo. É uma oportunidade que vou tentar agarrar... se vou conseguir??? depois de todos os portugueses e do júri.

FC - Caso tivesses que fazer um duo na Eurovisão qual ou quais dos restantes 11 concorrentes escolherias e porquê?
RA  - Começo por dizer que há vozes fantásticas este ano. Pessoas que já conhecia, pessoas que adoro... se tivesse de escolher, talvez a Carla Moreno. Uma voz incrível, de quem sou amigo e acho que ainda Portugal não lhe deu o devido mérito.

FC - De todos as canções que têm passado pelos festivais da canção (vencedoras ou não) qual ou quais é/são para ti uma referência?
RA - Destaco o “Deixa-me sonhar” da minha madrinha musical Rita Guerra, “O meu coração não tem cor”, “ A cidade ate ser dia” (uma das musicas que me fez começar a cantar), “Todas as ruas do amor” e obviamente a “Senhora do Mar”...

FC - Desejamos a melhor sorte e uma grande participação no Festival da Canção 2011.
RA - Muito obrigado por ajudarem a conhecer um pouco mais da minha candidatura e de mim... Aos leitores do vosso site, espero contribuir para um bom espectáculo no próximo dia 5, e que consigo tocar-vos com a minha musica e interpretação, e obviamente contar convosco para votarem em mim, em nome do amor à musica e a Portugal.
À equipa, obrigado pela simpatia e pelo trabalho prestado na divulgação do nosso Festival.

Fonte: Rui Andrade - Entrevista de Carlos Portelo - 2011/02/19

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A NOSSA ENTREVISTA A HENRIQUE FEIST

Festivais da Canção - Em primeiro lugar toda a equipa de trabalho do site “Festivais da Canção” dá-te os parabéns pela passagem à final do Teatro Camões.
O que te  motivou a concorrer ao Festival da Canção deste ano?
Henrique Feist - O meu irmão convidou-me.  primeiro fiquei um bocado renitente mas depois pensei melhor e decidi aceitar o convite dele. O meu irmão já escrevera 4 músicas para o festival mas nunca uma só para mim, ao que pensei que se calhar seria esta uma boa altura.  Falámos um bocado sobre o estilo de canção que nos interessaria e pronto..nasceu o “quase a voar”.

FC - como soubeste e qual foi a sua reacção ao saberes que a tua canção era uma das 24 escolhidas entre um lote de mais de 400?
HF - Soube pela internet.  Claro que fiquei contente mas pensei que era só uma das várias etapas que tinha sido ganha.

FC - Como viveste a semana de votações online?
HF - Com o coração na boca.

FC - Concordas com este método de apuramento?
HF - Não concordo de todo e acho que não espelha de forma alguma um sentimento generalizado sobre as canções.  é reflexo de amizades, fâs e tudo o mais e estaria a mentir se não dissesse que eu também apelei aos amigos e fâs para votarem de modo a poder chegar às ultimas 12 canções. Ora é claro que isto não reflecte de todo a qualidade de uma canção mas a qualidade das amizades. É claro que não posso dizer que não houve votos de desconhecidos que gostaram mesmo da canção e votaram, mas a essência de um festival da canção perde-se numa votação online.

FC - Achas suficiente o minuto e meio disponível online para o público avaliar as canções?
HF - Não,  é a mesma coisa que ir a uma exposição de arte e só nos deixarem ver meio quadro.  por outro lado, se houvesse a canção toda isto poderia levar a conclusões precipitadas.  O festival da canção e a eurovisão não são um programa de rádio, são um programa de televisão, logo a apresentação em palco da canção conta muito para a decisão final. Ora não conseguir visualizar o que ela pode ser em palco, qual a melhor forma de julgar?

FC - Como descreves a tua canção, para além do minuto e meio que já conhecemos?
HF - Em crescendo.

FC - Como nasceu a parceria Henrique Feist /Nuno Feist / José Fanha?
HF - A parceria Nuno Feist e Henrique Feist existe há 29 anos!!!! o José Fanha foi uma vontade minha,  gosto muito da poesia do José Fanha e do cariz português que ele emprega nas letras.  Não gosto de canções com rimas fáceis,  gosto de canções que também tenham um poema bonito.  Pode-se dizer que o publico na Eurovisão não percebe e o que conta é a canção, mas , eu percebo.

FC - A melhor classificação de sempre para Portugal foi obtida pela canção O meu coração não tem cor e tem dois pontos de intercepção com a tua: ser étnica e o mesmo autor, serão estes factores um valor acrescentado para vencer em Lisboa e triunfar em Dusseldorf?
HF - Cada vez mais a Eurovisão é um totoloto, por isso acho muito difícil ver as coisas nesses termos. Acho é que se calhar há uma linguagem musical que nos favoreça mais em detrimento de outras,  mas como digo, é muito difícil saber.  o mais importante é defendermos da melhor maneira que soubermos a canção que nos foi dada e acreditar!

FC - Em 1985 concorreste com o teu irmão e em 2007 com Vanessa e em ambos os anos alcançaste o 3ºlugar, será que à 3ª é de vez e vences o festival?
HF - Também se pode dizer que à 3ª continuas em 3º (risos).  Agora a sério, gostava de pensar que sim, que à 3ª é de vez,  acima de tudo, gostava muito de ver o meu irmão vencer o festival.

FC - Descreve-nos em poucas linhas a tua canção.
HF - O mar não é uma coisa que nos separe, pelo contrário, une-nos.  Vemo-nos como um país muito pequeno que cabe no mundo, mas é precisamente o contrário, o mundo e as suas culturas todas cabem em Portugal.

FC - Quis o sorteio que a tua canção tivesse o nº5 contente por desfilares nesta posição?
HF - Não ligo muito à ordem.

FC - Quais as expectativas para a final?
HF - Muitas, gostava imenso de poder representar Portugal na Eurovisão. aliás por isso é que concorro, porque gostava de ganhar. Não vou dizer que concorro para o público conhecer o meu trabalho porque esse já o conhece.

FC - Do teatro Camões para Dusseldorf é um grande passo só acessível a uma das 12 canções em competição, qual a sensação de poder vires a ser o eleito do júri?
HF - Óptima! mas falta o televoto!

FC - A canção que vais defender irá sofrer alterações?
HF - …

FC - Quantos elementos irão estar em palco e que papel desempenharão?
HF - Seis elementos a contar comigo! (…)

FC - Como irás apresentar a tua canção em palco? haverá algum elemento cénico extra?
HF - Não vou dizer, deixem chegar ao dia. O público merece o factor surpresa, pode gostar ou não, mas não lhe tirem a surpresa.

FC - Quanto à roupa que irão vestir todos os elementos da tua canção há algo já pensado?
HF -  Há…

FC - A vossa imagem no festival é a inteira responsabilidade de Cátia Castel-Branco ou vai estar mais algum estilista envolvido?
HF - Estamos a tratar de tudo com a equipa da Cátia Castel-Branco.

FC - Qual a sensação de puderes vir a pisar o grande palco da Eurovisão em representação de Portugal?
HF - eu acho que não há ninguém que não gostasse de representar o seu país na Eurovisão,  ainda por mais este ano sendo na Alemanha e o meu irmão e eu sermos de descendência alemâ!!!

FC - Se tivesses que fazer um dueto na Eurovisão qual ou quais dos restantes 11 concorrentes escolherias e porquê?
HF - com todos!!! e assim não firo susceptibilidades.

FC - Desejamos a melhor sorte e uma grande participação no festival da canção 2011.

Fonte: Henrique Feist - Entrevista de Carlos Portelo - 2011/02/21

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A NOSSA ENTREVISTA A PAULO TEIXEIRA DE SOUSA

Festivais da Canção - Em primeiro lugar toda a equipa de trabalho do site “Festivais da Canção” dá-lhe os parabéns pela passagem à final do Teatro Camões.
O que o motivou a concorrer ao Festival da Canção deste ano?
Paulo Teixeira de Sousa -  Em meu nome pessoal e de toda a equipa um muito obrigado.

FC - O que o motivou a concorrer ao Festival da Canção deste ano?
PTS - Esta participação ao FC 2011 não foi premeditada. As melhores coisas na vida surgem inesperadamente, e foi assim que esta música surgiu. Em Novembro, compus este refrão, sem nenhum objectivo concreto. Todavia, este refrão não me saia da cabeça, o que me levou a compor a música na sua totalidade como a temos hoje. Foi um processo de composição muito rápido e simples.

FC - Como soube e qual foi a sua reacção ao saber que a sua canção era uma das 24 escolhidas?
PTS -
Foi a Wanda que me ligou a dar a notícia. Eu estava a trabalhar pelo que na altura não podia estar muito atento aos movimentos da internet. Fiquei obviamente muito feliz, ainda por cima por ser um dos responsáveis a levar ao Festival alguém com o talento da Wanda.

FC - Concorda com este método de apuramento, seja o minuto e meio disponível online para o público avaliar as canções, seja uma selecção feita por votos online?
PTS -
Hoje em dia as pessoas tendem a tecer opiniões de forma não reflectida. O objectivo da RTP em realizar a semi-final online é criar uma onda de interesse no festival, meses antes de ele acontecer... E isso foi conseguido. É produtivo para autores, para cantores, para o próprio festival. Relativamente ao sistema de votação... Não há sistema perfeito. Há sempre um melhor e outro pior. Joguemos as regras do jogo.

FC - Como descreve a sua canção?
PTS -
Uma balada em crescendo, que tem uma sonoridade cinematográfica e que vai progredindo para algo cada vez mais étnico e depois épico. Tem um instrumental muito cuidado e bonito.

FC - Quais são as expectativas para a grande final?
PTS -
Estar na grande final é muito bom para nós. Se queremos ganhar? Claramente que sim, todos querem. Mas o que mais nos preocupa neste momento é criar 3 minutos de televisão de muita qualidade, pensar em vitórias seria estar a distrair  as nossas atenções.

FC - A sua canção irá sofrer alterações?
PTS -
Na sua estrutura não. Terá evoluções pontuais e naturais.

FC - No que se inspirou quando compôs o tema “Chegar À Tua Voz”?
PTS -
Eu vivo intensamente o FC e o ESC desde os 12 anos. Desde essa idade que não perco um. Esta música é uma súmula entre uma sonoridade portuguesa, embora virada para a World Music, e o meu conceito de canção perfeita para representar o meu país... apenas isso. Toda a temática da letra e da música não tem a ver com inspiração, mas sim com a minha forma de comunicar. Tem a ver com o meu lado "estético" na música.

FC - Como nasceu a parceria com a intérprete Wanda Stuart?
PTS -
Da forma mais inesperada possível. A Wanda sempre foi um dos nomes que eu adoraria ver na Eurovisão. Depois de fazer a música, comecei a pensar na voz para a música, e eu não precisava de uma voz muito bonita de karaoke, o que eu precisava era de uma voz intensa, poderosa e com essência. No fundo de uma voz inconfundível. Ora que com estas características somadas pensei imediatamente na Wanda. Não poderia ser outra pessoa a cantar. Tentei contactar com ela, mas a única forma possível foi através das redes sociais. Pouco depois a resposta da Wanda foi pronta e positiva.

FC - Qual a sensação de poder vir a representar Portugal no grande certame da Eurovisão?
PTS -
De imensa alegria obviamente, mas de muita responsabilidade e trabalho. Todavia, estamos neste projecto de corpo e alma e até ao fim.

FC - Das 12 canções a concurso, à excepção de “Chegar À Tua Voz”, qual é a sua favorita?
PTS -
De uma forma geral, esta edição do festival vai brindar-nos com boas músicas. Terei as minhas favoritas, obviamente, mas o que realmente importa é que todos trabalhem para um espectáculo que a 5 de Março dignifique a música portuguesa para dar força a este evento tão importante como é o Festival da Canção.

FC - De todas as canções (vencedoras ou não) qual é a sua preferida dos Festivais RTP?
PTS -
Não consigo referir apenas uma. Há músicas diferentes mas quase todas marcantes, dependendo do contexto social da altura e da capacidade de serem inovadoras à data. Como grandes marcos temos a “Desfolhada” da Diva Simone de Oliveira, e mais recentemente a “Senhora do Mar” da Vânia Fernandes. Mas há músicas lindíssimas: “Silêncio de tanta gente”, Maria Guinot; “Voltarei”, Dora; “O Meu coração não tem cor”, Lúcia Moniz; “Renascer de um trovador”, Piedade Fernandes; “Malmequer do Campo”, Isabel Campelo, etc, etc, etc.

FC - Desejamos a melhor sorte e uma grande participação no Festival deste ano.
PTS -
Muito obrigado pelo vosso interesse no nosso projecto e que a 5 de Março uma onda azul invada o Teatro Camões... Ela já anda por aí...Força Wanda!

Fonte: Paulo Teixeira de Sousa - Entrevista de Miguel Meira - 2011/02/22

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A NOSSA ENTREVISTA A LEONEL MOTEIRO

Festivais da Canção - Em primeiro lugar toda a equipa de trabalho do site “Festivais da Canção” dá-lhe os parabéns pela passagem à final do Teatro Camões.
 O que o inspirou para compor a música de “Deixa o meu lugar”?

Leonel Moteiro -  Não tenho resposta para esta pergunta nem para explicar porque faço e porque gosto intuitivamente de certas coisas. Encontro na composição desprovida de método o puro prazer.

FC -  Como descreve a sua canção?
LM - Tão básica e simples como as melhores baladas feitas até hoje!

FC -  A sua canção irá sofrer alterações, em relação à maquete enviada ?
LM - Sim. Sofreu pequenas alterações tal como o nosso orçamento, também ele pequeníssimo!

FC -  O que iremos ver em palco?
LM - Sendo o maior e mais prestigiante festival de MÚSICA no país apenas posso garantir-vos que irão OUVIR a melhor canção! Pelo menos para mim... 

FC -  Para além de Inês Bernardo, irão estar presentes mais elementos em palco? Quantos?
LM - Sim mas continuo à espera de perguntas sobre a canção!

FC -  O Leonel Moteiro também irá estar em palco no dia 5 de Março?
LM
-  Infelizmente não. Primeira fila da plateia de mãos dadas com a Joana Ferraz.

FC -   A imagem da sua canção irá ser mais clássica, luxo, casual, ultra moderna ou…?
LM- A imagem? Não quererá antes saber sobre a sua sonoridade? Quanto a isso, posso dizer-vos que nasceu como uma Bossa Nova e que está neste momento a atravessar aquela indefinida fase da adolescência!

FC -  Como nasceu a parceria com Joana Ferraz e Inês Bernardo?
LM - Nasceu de uma amizade de liceu e consequente respeito e admiração pelo seu talento na escrita, qualquer escrita. Vão com certeza voltar a ouvir falar de nós...

FC -  Quais são as expectativas para a grande final?
LM - Que seja divertida mas sobretudo que haja rissóis de camarão!

FC -  Estamos a poucos dias da grande final, o nervosismo aumenta, diminui ou nunca existiu?
LM - Não há tempo para nervosismos até porque há imensas coisas a tratar no pouco tempo que tenho entre os meus espectáculos e as minhas horas de sono!

FC - Das 12 canções a concurso, à excepção de Deixa o meu lugar qual é a tua favorita?
LM - "Em nome do Amor" do Rui Andrade

FC -  Com o número de desfile da tua canção (8) saíram vencedoras:
em 1976 “Uma flor de verde pinho”, em 1993 “A cidade (até ser dia)”, em 1994 “Chamar a música”, em 1996 “O meu coração não tem cor”, em 1998 “Se eu te pudesse abraçar”, em 2000 “Sonhos mágicos” e em 2006 “Coisas de nada”. Destas 7 canções qual é a sua preferida?
LM - "Chamar a música" é das sete a minha preferida! Pelo tema em si mas principalmente pela Sara! 

FC -  “Deixa o meu lugar” …. (por favor complete a frase)
LM - "Deixa o meu lugar... vivo!

FC -  Este espaço é seu por favor diga por que razões esta é a melhor canção para nos representar na Eurovisão.
LM - No fim da apresentação de todas as canções, fechem os olhos e se vos vier à cabeça a nossa, nem que seja um verso, então votem em "Deixa o meu lugar". Façam-no de ouvidos e coração bem abertos...

Fonte: Leonel Moteiro - Entrevista de Carlos Portelo - 2011/02/24

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A NOSSA ENTREVISTA A NUNO VALÉRIO

Festivais da Canção - Concorreste o ano passado com a canção Chuva (até ao mar) na voz de Nucha e este ano voltas ao festival com outro projecto. Queres falar um pouco destas duas canções?
Nuno Valério - O ano passado foi uma experiência muito boa. Trabalhar com o Marios Gligoris, com quem tenho continuado a colaborar, foi toda uma aprendizagem e sobretudo estar lado a lado com a Nucha foi algo genial, ela é um verdadeiro exemplo a nível profissional e pessoal. As duas canções tiveram um processo de construção muito diferente mas poderiam ser a continuação uma da outra, se fosse um musical por exemplo hehehe.

FC - Como nasceu a letra de “Se esse dia chegar”?
NV - Esta canção resultou de um longo processo. Surgiu em Maio do ano passado, quando o Gorgi me pediu para fazer a letra em português. Inicialmente imaginei que iria ser cantada por um homem. Entretanto, fizemos alterações à própria melodia e quando soubemos que ia ser a Tânia a interpretá-la adaptámos a letra novamente e voltámos à fórmula e melodia inicial, por acharmos que era mais apropriada ao Festival. Em conjunto com a Tânia fizemos várias alterações à letra e… Voilà!! Foi um processo muito dinâmico

FC - Como descreves a tua canção?
NV - É uma canção que fala de encontros e de desencontros. De desejos, das nossas ambições ... É uma balada Pop Rock, talvez diferente daquilo que tem sido mais comum no Festival da Canção.

FC -  A tua canção irá sofrer alterações, em relação à maquete enviada ?
NV - Não sofrerá muitas mas será produzida pelo Fernando Martins e por isso irá ter alguns elementos novos.

FC -  O que iremos ver em palco?
NV - Será surpresa, espero que gostem do espectáculo que estamos a preparar e que nos 3 minutos vos levemos a entender a verdadeira essência da canção!! Estamos a trabalhar com uma coreógrafa e um coro excepcional.

FC - Para além de Tânia Tavares, irão estar presentes mais elementos em palco? Quantos?
NV - Vamos usar e tirar partido de tudo aquilo a que temos direito hehe Temos um coro brilhante com quem estou a adorar trabalhar! Sou um felizardo!

FC -  A imagem da tua canção irá ser mais luxo, casual, ultra moderna ou…?
NV - Hmmm… ainda estamos a tratar disso, mas simplicidade e glamour acima de tudo.

FC - Quais são as expectativas para a grande final?
NV - Acima de tudo, divertir-nos e passar um momento de cumplicidade com todos os nossos parceiros, que são os outros concorrentes, e com todos os amigos do Festival. Contribuir também para um excelente evento de Televisão.

FC -  Como nasceu a parceria com Gorgi e com a Tânia?
NV - Eu conheci o Gorgi em 2003, na Letónia e desde então, achamos que se algum dia tivessemos oportunidade de concorrer em Portugal, iríamos faze-lo. O Gorgi tem muita experiência, tem trabalhado com os Cock Robin, já teve vários sucessos em outras finais nacionais e vários números 1 nos países do Báltico. Já fizemos muitas canções juntos. Quanto à Tânia, foi-nos recomendada por um amigo comum, mostramos-lhe a demo e ela gostou. Mas eu já tinha pensado nela desde que foi coro da Filipa Baptista. É uma excelente solista, tem uma voz muito forte e tem muito para dar!

FC -  O compositor Gorgi virá a Portugal para assistir à nossa final?
NV - Já está a caminho…

FC -  Estamos a poucos dias da grande final, o nervosismo aumenta, diminui ou nunca existiu?
NV - Aumenta claro, a responsabilidade é muita e tem sido muito tempo de trabalho. Queremos ter uma boa actuação.

FC -  Das 12 canções a concurso, à excepção de “Se esse dia chegar, qual é a tua favorita?
NV - É muito complicado responder quando já conhecemos algumas pessoas e ficamos a conhecer as restantes. No entanto, eu sou assumidamente eurofan e apesar de este ser um excelente espectáculo de Música Portuguesa (dos poucos que ainda há) e uma festa da música nacional, gostaria que Portugal fizesse uma boa opção para a Eurovisão. Gosto muito da música do Henrique Feist e do Pedro Sá. A música do Nuno Norte seria uma opção muito interessante.

FC - Com o número de desfile da tua canção (7) saíram vencedoras:
em 1965 “Sol de Inverno”, em 1990 “Sempre (há sempre alguém)”, em 1995 “Baunilha e Chocolate” e em 1997 “Antes do adeus”. Destas 4 canções qual é a tua preferida?
NV - Ora bem, talvez se não fosse pelo “Sempre (há sempre alguém)” eu não tivesse participado no ano passado hehehe, mas escolho o “Antes do adeus”!

FC -  “Se esse dia chegar” …. (completa a frase)
NV - … Portugal poderá ganhar finalmente o Festival da Eurovisão que é aquilo que todos queremos! Hehe E “se esse dia chegar”, pode ser que olhemos todos para a música portuguesa com todo o mérito que merece e com o todo o valor que ela tem!  Este espaço é seu por favor diga por que razões esta é a melhor canção para nos representar na Eurovisão. Eu acho que o público e o júri deve votar com o coração e optar por aquilo que mais e melhores sentimentos lhe transmite. No entanto, se formos nós daremos o nosso melhor e não vamos desiludir ninguém!

Fonte: Nuno Valério- Entrevista de Carlos Portelo - 2011/02/25

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A NOSSA ENTREVISTA A JOSÉ FÉLIX

Festivais da Canção - Concorreu ao Festival em 2009 e 2010, com as Tayti e Jorge Guerreiro, respectivamente. Como descreve as suas duas participações?
José Félix - Eram duas canções fortes e diferentes que podiam ter chegado longe, na Eurovisão.

FC - O que o motivou a concorrer ao Festival da Canção deste ano?
JF - O mesmo dos outros anos anteriores, vencer, como diz o ditado, não há duas sem três.

FC - Como soube e qual foi a sua reacção ao saber que a sua canção era uma das 24 escolhidas?
JF - Através do Axel e fiquei feliz.

FC - Concorda com este método de apuramento, seja o minuto e meio disponível online para o público avaliar as canções, seja uma selecção feita por votos online?
JF - Sim e não, fico por aqui…

FC - Como descreve a sua canção?
JF - Um sucesso.

FC - Quais são as expectativas para a grande final?
JF - Vencer.

FC - A sua canção irá sofrer alterações?
JF - Pequenas alterações.

FC - No que se inspirou quando compôs o tema “Boom Boom Yeah”?
JF - Fazer um tema comercial para levar a Eurovisão.

FC - Como nasceu a parceria com o Axel?
JF - A convite do Axel.

FC - Qual a sensação de poder vir a representar Portugal no grande certame da Eurovisão?
JF  - Seria uma vitória pessoal.

FC - Das 12 canções a concurso, à excepção de “Boom Boom Yeah”, qual é a sua favorita?
JF - A 11 do concurso.

FC - De todas as canções (vencedoras ou não) qual é a sua preferida dos Festivais RTP?
JF - Amore mio, amore mio.

Fonte: José Félix - Entrevista de Miguel Meira - 2011/02/26

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A NOSSA ENTREVISTA A PEDRO SÁ

Festivais da Canção - O que o motivou a concorrer ao Festival da Canção deste ano?
Pedro Sá - O Jonas Gladnikoff enviou-me algumas maquetes e entendemos que algumas das canções teriam potencial para concorrer ao nosso Festival da Canção. Portanto, a motivação está na qualidade em particular da "Tensão", principalmente a partir do momento em que se nos afigurou como óbvio que a Filipa Ruas seria sem qualquer dúvida a intérprete mais indicada para a defender em palco.

FC - Como soube e qual foi a sua reacção ao saber que a sua canção era uma das 24 escolhidas?
PS - Ficámos muitíssimo satisfeitos. Estava a treinar no ginásio e quando cheguei ao balneário tinha um SMS do Jonas a dar-me a notícia :)

FC - Concorda com este método de apuramento, seja o minuto e meio disponível online para o público avaliar as canções, seja uma selecção feita por votos online?
PS - 90 segundos podem ser ou não suficientes para quem os ouve conhecer bem a canção concorrente - tudo depende da canção. Uma selecção online tem vantagens e tem inconvenientes - estou certo que a RTP tem optado por ela de modo a aproximar o Festival da Canção dos mais novos e a combater o preconceito que alguns sectores sociais têm face aos festivais e à Eurovisão.

FC - Como descreve a sua canção?
PS - "Tensão" é uma canção pop contemporânea, com muita força e energia.

FC - Quais são as expectativas para a grande final?
PS - A nossa maior expectativa é oferecermos a todos os que virem o Festival da Canção um espectáculo e uma performance adequados à canção, o que certamente vamos conseguir. Claro que o nosso objectivo agora é ganhar - o que certamente é o objectivo de todos os envolvidos nas outras 11 canções.

FC - A sua canção irá sofrer alterações?
PS - Sim.

FC - No que se inspirou quando escreveu o tema “Tensão”?
PS - A sonoridade desta canção inspirou-nos a escrever uma letra relativa a uma mulher livre de preconceitos e que assume um papel activo nas relações e no amor.

FC - Como nasceu a parceria com os compositores da música e a escolha da intérprete?
PS - Sou amigo do Jonas Gladnikoff há vários anos. A escolha da intérprete era óbvia para esta canção.

FC - Qual a sensação de poder vir a representar Portugal no grande certame da Eurovisão?
PS - Se formos a canção vencedora, será um enorme orgulho. Aliás, da minha parte fiz vários desportos e nunca estive sequer perto de poder representar o meu país - será algo que me deixará muitíssimo feliz. Posso aqui responder também pelos compositores suecos - sentir-se-ão orgulhosos em poder dar o seu contributo para que Portugal possa finalmente vencer a Eurovisão.
De fã convicto dos Festivais, o Pedro passou a letrista. A experiência de seguir os festivais pode trazer benefícios quando se trabalha numa música? Sem dúvida, nomeadamente noutros aspectos da produção do espectáculo como a apresentação visual.

FC - Das 12 canções a concurso, à excepção de “Tensão”, qual é a sua favorita?
PS - Como disse atrás, há canções que podem ser avaliadas por 90 segundos e outras que não. Só ouvindo as outras 11 canções na totalidade poderia ter uma opinião que eu próprio considerasse como credível. De qualquer forma, pelo que ouvi não tenho a menor dúvida de que, como tem acontecido nos últimos anos, Portugal terá uma das melhores finais nacionais de toda a Europa - este ano muito possível e claramente a melhor de todas.

FC - De todas as canções (vencedoras ou não) qual é a sua preferida dos Festivais RTP?
PS - "Ao Vento e às Andorinhas", do Festival RTP de 1968, interpretada por João Maria Tudella. Mas há outras que também não posso deixar de referir: "Desfolhada", de Simone de Oliveira, em 1969; "Flor sem Tempo", de Paulo de Carvalho, em 1971; "E Depois do Adeus", de Paulo de Carvalho, em 1974; "Bailia dos Trovadores", do Duo Ouro Negro, em 1974; "O Largo do Coreto", de José Cid, em 1978; "Esta Página em Branco", do Quarteto Música em Si, de 1980; "Silêncio e Tanta Gente", de Maria Guinot, em 1984; "Nono Andar", de Ana e as Suas Irmãs, em 1988; "Conquistador", dos Da Vinci, em 1989; "Canção de Roda e Fantasia", de Lenita Gentil, em 1989; "Trovas do Demo e d'El-Rei", dos Trivium, em 1994; "Se Eu te Pudesse Abraçar", dos Alma Lusa, em 1998; "Deixa-me Sonhar", de Rita Guerra, em 2003; "Novo e Clássico", de Gonçalo Medeiros, em 2004; "Um Dia Direi", de Bruno Nicolau, em 2006; "Senhora do Mar", de Vânia Fernandes, em 2008; "Acordem Olhos Doirados", de Romana, em 2009.

Fonte: Pedro Sá - Entrevista de Miguel Meira - 2011/02/27

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A NOSSA ENTREVISTA A ANA RITA REBELLO

Festivais da Canção - Sendo uma das 7 Saias o que a inspirou a escrever este tema para o Festival?
Ana Rita Rebello - O que me inspirou foi o gosto que tenho tanto pela Eurovisão como por todas as experiências que nós, 7 Saias, temos vindo a desenvolver ao longo destes 4 anos.

FC - Teve algum cuidado especial por ser um tema para o festival ou preferiu manter-se fiel ao espírito que subjaz ao vosso projecto?
ARR - Tanto uma como a outra. Quero com isto dizer que, tanto fui segura em garantir o carácter do nosso projecto, como tive o cuidado de compor uma canção que referisse tanto a beleza da Mulher Portuguesa como das Regiões Portuguesas, ou seja, “mostrar” Portugal na Eurovisão.

FC - Fale-nos um pouco do tema da sua canção, face a ouvirmos só metade dele.
ARR - O tema contém rimas de amor ao bom jeito Português. Fala da aliança que tradicionalmente existe entre a Mulher e as Regiões Portuguesas. Quando ouvirem a música toda sentirão uma viagem por todo o Portugal.

FC - Neste momento já passaram certamente algumas reuniões com o Ramón Galarza, como têm decorrido? Alterações à demo apresentada?
ARR - Têm corrido muito bem. Motiva-nos compartilhar o nosso trabalho com bons profissionais. Poucas ou nenhumas alterações se fizeram à demo apresentada.

FC - Como é vossa imagem de marca irão levar instrumentos para o palco?
ARR - As 7 Saias usam sempre instrumentos em palco, instrumentos tradicionais e modernos. A nossa imagem de marca são os fatos que tão bem nos distinguem.

FC - As roupas da noite do Festival como irão ser? Alguma cor predominante?
ARR - As roupas das 7 saias foram criadas especificamente para se estrearem no Festival da Canção. Foram criados pela estilista que nós escolhemos. Têm várias cores predominantes, mas mais que isso, cada fato tem um tema predominante.

FC - Quais as expectativas para a grande final deste Festival?
ARR - Temos a expectativa de fazer parte de um belo espectáculo da Música Portuguesa e de, quem sabe, sermos adjectivadas de vencedoras.

FC - Este “Embalo do Coração” irá embalar o júri distrital e o televoto a vosso favor?
ARR - A canção foi composta para embalar e fazer-se reconhecer. Com toda a certeza que irá embalar tanto o júri distrital como o televoto.

FC - O que diria aos telespectadores e ao júri distrital para votarem preferencialmente na sua canção?
ARR - Vivam a Música Tradicional Portuguesa, as nossas raízes.

FC - Qual ou quais das restantes 11 canções a concurso elege como a(s) sua(s) preferidas?
ARR - Qualquer uma delas tem o seu valor dentro do seu género. Reconheço-lhes mérito.

FC - Com o número de desfila a sua canção (nº1) saíram vencedoras:
em 1964 “Oração”, em 1966 “Ele e Ela”, em 1969 “Desfolhada” e em 1977 “Portugal no Coração” Destas 4 canções qual é a sua preferida?
ARR -
Obviamente a “Desfolhada”... esta canção emociona-me.

FC -  Embalo do Coração é… (por favor complete a frase)
ARR -
Embalo do Coração é… a grande música das 7 Saias.

Fonte: Ana Rita Rebello - Entrevista de Carlos Portelo - 2011/02/27

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A NOSSA ENTREVISTA A FERNANDO GUERREIRO

Festivais da Canção - O que o motivou a concorrer ao Festival da Canção deste ano?
Fernando Guerreiro - Nada de especial, o Ricardo Sousa pediu-nos para participar, a mim (Fernando Guerreiro), ao Carlos Freitas e ao Paulo Ribeiro, elementos do grupo "Nem Truz Nem Muz " e foi só. Trabalhámos dois dias e mandámos dois temas.

FC - Como soube e qual foi a sua reacção ao saber que a sua canção era uma das 24 escolhidas?
FG - Uma amiga minha telefonou a dar-me os parabéns, porque viu o meu nome numa das músicas finalistas ao Festival RTP. Fiquei surpreendido, não pelo facto de ficar apurado, mas sim pela música escolhida, era a minha segunda escolha.

FC - Concorda com este método de apuramento, seja o minuto e meio disponível online para o público avaliar as canções, seja uma selecção feita por votos online?
FG - Não concordo, acho que quem devia escolher as músicas finalistas deveriam ser pessoas com conhecimentos de música e produção (20 pessoas no mínimo) e não o público, porque quem tem mais amigos nas redes sociais ganha sempre. Além disso é pouco democrático, o meu pai, a minha mãe e muitos dos meus amigos não votaram na minha canção porque não têm email (os portugueses sem email estão excluídos de votar na sua canção preferida).
O sistema é muito complicado, as respostas vão para o spam dos emails (Hotmail e mesmo do Sapo) e há mesmo servidores que apagam os emails de controlo. As letras de controlo não mudam, se não se percebe o que está lá, temos de fechar a página e tornar a abrir. E há ainda a possibilidade de enganar o sistema...

FC - Como descreve a sua canção?
FG - Acho que é uma boa canção, posso falar mais sobre o poema que fiz. Gostaria com este poema de chamar a atenção para o facto de termos um mar, um sol e um vento, que pode voltar a ser explorado para resolver parte dos nossos problemas económicos, assim como já foi feito pelos Portugueses no século XV. Este património é-nos dado gratuitamente, só temos mesmo é de utilizá-lo.

FC - Quais são as expectativas para a grande final?
FG - Nenhumas, penso que não vamos ganhar nada. Com uma votação em que metade dos votos é do público, quem não aparece na TV todos os dias nunca poderá ganhar um festival. Quando programas da própria RTP, a promover o Festival, apenas mostram quatro candidatos dos 12 está tudo dito, ou quando ser do Algarve é um problema para a produção fazer o filme de apresentação da canção. Acho que deviam fazer o Festival só para a malta da Grande Lisboa.

FC - A sua canção irá sofrer alterações?
FG - Não, apenas coisas muito pequenas nos arranjos, que estão muito bons. Parabéns ao Ramón, fez um excelente trabalho com a nossa canção.

FC - O que iremos ver em palco?
FG - Não sei, deixo essa parte para as pessoas que são mais experientes do que eu.

FC - Para além do Ricardo, irão estar presentes mais elementos em palco?
FG - Sim, os três elementos que tocaram a música, que fizeram o arranjo, que fizeram o poema e a composição, os "Nem Truz Nem Muz", com três instrumentos que são a guitarra portuguesa, o piano e o terceiro instrumento, primo do nosso cavaquinho, mas que vem da Venezuela.

FC - No que se inspirou quando compôs o tema “O Mar, O Vento e As Estrelas”?
FG - Nos portugueses, nos de ontem e nos de hoje.

FC - A canção fala da época dos Descobrimentos, acha importante divulgar a nossa História através da música?
FG - A História de um povo só é importante se nos ensinar a viver bem no futuro e a nossa História como povo é muito importante. Podemos tirar muitas lições para o futuro, logo é bom divulgar a nossa História de todas as maneiras, a música pode ser uma boa maneira. Mas acho que a nossa História assim como a nossa cultura anda muito mal tratada nos últimos tempos.

FC - Como nasceu a parceria com o Ricardo Sousa e o compositor Carlos Freitas?
FG - Já referi anteriormente que foi o Ricardo Sousa que nos pediu para participar: a mim (Fernando Guerreiro), ao Carlos Freitas e ao Paulo Ribeiro, e foi só. Trabalhámos dois dias e mandámos dois temas.

FC - Qual a sensação de poder vir a representar Portugal no grande certame da Eurovisão?
FG - Não sei, ainda nem pensei nisso...

FC - Das 12 canções a concurso, à excepção de “O Mar, O Vento e As Estrelas”, qual é a sua favorita?
FG - Não ouvi as outras canções a concurso, quero ouvir depois de acabadas, depois poderei dar a minha opinião. Mesmo a nossa vai ficar muito melhor, bem melhor do que a versão apresentada na internet que era só uma maquete. Mais uma razão para não ser o público a julgar um trabalho que nem está acabado.

FC - De todas as canções (vencedoras ou não) qual é a sua preferida dos Festivais RTP?
FG - A Tourada do Fernando Tordo…

FC - Desejamos a melhor sorte e uma grande participação no Festival deste ano.
FG - Obrigado vamos fazer o nosso melhor…

Fonte: Fernando Guerreiro - Entrevista de Miguel Meira - 2011/02/27

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A NOSSA ENTREVISTA A CARLOS MEIRELES

Festivais da Canção - O que o inspirou para escrever a letra de “Em nome do amor”?
Carlos Meireles - A música já existia, e ao ouvi-la, lembrei-me imediatamente da “Ode Marítima” de Álvaro de Campos: “Pequeno, negro e claro, um paquete entrando.” E daí surgiu a ideia de “A Barca cai na noite”; a partir desse momento, o poema simplesmente jorrou para o papel.

FC - Como descreve a sua canção?
CM - Um Hino ao Amor como força motriz para tudo o que vale a pena.

FC - A sua canção irá sofrer alterações, em relação à maquete enviada ?
CM - Algumas mudanças na orquestração e na linha vocal.

FC - O que iremos ver em palco?
CM - Algo que dá espaço à imaginação.

FC - Para além de Rui Andrade, irão estar presentes mais elementos em palco? Quantos?
CM - ...

FC - A imagem da sua canção irá ser mais clássica, luxo, casual, ultra moderna ou…?
CM - ...

FC - Como nasceu a parceria com Artur Guimarães e Rui Andrade?
CM - Conheci o Rui em “José e o Deslumbrante Manto de Mil Cores”, dirigido por Ernesto Coelho e o Artur em “Jesus Cristo Superstar”, encenado por Filipe La Féria. Era quase impossível não ter “dado faísca” entre nós, porque, acima de tudo, somos amantes da música e das artes do espectáculo.  Como o Rui tinha o sonho antigo de participar no Festival, recorreu imediatamente a nós, que com todo o gosto fizemos o que estava ao nosso alcance, e vendo-o na Final do Festival, dá-nos imensa alegria.

FC - Quais são as expectativas para a grande final?
CM - Da minha parte, estou confiante que o Rui dará o seu melhor.

FC - Estamos a poucos dias da grande final, o nervosismo aumenta, diminui ou nunca existiu?
CM - Sou parte de uma geração que cresceu a ver o Festival da Canção. Sempre que penso que também estou a concorrer, não deixo de sentir nervos miudinhos.

FC - Das 12 canções a concurso, à excepção de "Em Nome do Amor" qual é a sua favorita?
CM - “Sobrevivo”! É uma canção muito bem estruturada, com uma sonoridade muito eurovisiva e com uma excelente intérprete!

FC - Com o número de desfile da tua canção (4) saíram vencedoras:
em 1972 “Festa da Vida”, em 1983 “Esta balada que te dou”, em 1999 “Como tudo começou”, em 2007 “Dança comigo (vem ser feliz)” e em 2010 “Há dias assim”. Destas 5 canções qual é a sua preferida?
CM - : “Festa da Vida”! É daquelas canções que não me importaria de ter escrito letra e música!!!!!!!!!!!!!!

FC - “Em nome do amor” …. (por favor complete a frase)
CM - “... existo.”

FC - Este espaço é seu por favor diga por que razões esta é a melhor canção para nos representar na Eurovisão.
CM - Qualquer uma das canções concorrentes tem qualidade para representar Portugal, por isso não posso dizer que “Em nome do Amor” é a melhor. Tudo dependerá da prestação ao vivo, na qual espero que o Rui se destaque.
Cumprimentos e felicitações para todos os que gerem este site!
FC - Agradecemos a simpatia e as palavras de Carlos Meireles.

Fonte: Carlos Meireles - Entrevista de Carlos Portelo - 2011/02/28

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A NOSSA ENTREVISTA A CARLOS MASSA

Festivais da Canção - Concorreu ao Festival de 2001, com a canção “Há Outro Lugar” como intérprete e em 2009, ficou em 2º lugar como autor da canção “Voar É Ver”. Como descreve estas suas duas participações?
Carlos Massa - Em 2001 eu diria que foi um desastre a nível emocional com um resultado desastroso. Aí comecei a aprender o que é preciso fazer e como para que os resultados melhorassem. Em 2009 percebi que já tinha aprendido algumas coisas e por isso os resultados apareceram, mas tendo sempre noção que precisava trabalhar mais.

FC - Fale-nos um pouco do que tem feito a nível musical para que os nossos leitores possam conhecer mais do Carlos Massa.
CM
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A nível musical tenho tido oportunidade e o prazer de estar bastante activo, ou seja, trabalho em várias áreas na música. Como baixista em vários projectos de Jazz, toco em bares (nomeadamente há seis anos, todas as quartas-feiras, no prestigiado Onda Jazz) e outros eventos... Tenho o meu projecto no qual tenho o prazer de tocar e cantar os meus temas acompanhado por excelentes músicos. Neste projecto toco guitarra e canto. No próximo mês entro em estúdio para gravar aquele que será, com certeza, um excelente disco. Para além disso tenho outros trabalhos como baixista e recentemente adquiri o meu próprio estúdio e salas de ensaio que me permite conhecer novos músicos.

FC - O que o motivou a concorrer ao Festival da Canção deste ano?
CM - O motivo que me fez concorrer este ano ao Festival RTP da Canção foi ter escrito esta canção já com este propósito.

FC - Como soube e qual foi a sua reacção ao saber que a sua canção era uma das 24 escolhidas?
CM -
Soube que a minha canção tinha sido apurada através de uma mensagem enviada pelo Miguel Meira que é meu amigo no Facebook. Embora não o conheça pessoalmente, estou certo que no Festival da Canção nos iremos conhecer. É claro que fiquei muito feliz mesmo sabendo o que me esperava na fase seguinte...

FC - Concorda com este método de apuramento, seja o minuto e meio disponível online para o público avaliar as canções, seja uma selecção feita por votos online?
CM - Muito honestamente não concordo com este método. O método de votação online é uma situação totalmente descabida, pois não faz sentido nenhum. É quase como um castigo para os concorrentes que se encontram nesta fase de apuramento. É uma tortura! Acho que quem selecciona 24 canções pode escolher as 12 finais, ou então existem certamente outras formas muito mais interessantes de o fazer. No que toca ao minuto e meio disponível online para o público avaliar as canções acho não ser o suficiente para o público ter uma ideia do que são concretamente as canções. Só para acrescentar, acho que a RTP poderia divulgar muito mais este Evento que é, para muitos, tão especial. Até as próprias rádios nem estão para aí viradas, o Festival passa-lhes totalmente ao lado, o que para mim é considerado como um grande desprezo pelo trabalho de tantos.

FC - Como descreve a sua canção?
CM - A minha canção é, para mim, uma forma de poder homenagear esta magnífica cidade que me recebeu numa situação bastante crítica, não me julgou, acarinhou-me e deu-me a oportunidade de fazer tanta coisa boa. É uma canção bastante séria, muito portuguesa e embora fale de Lisboa, fala sobretudo daquilo que é de todos os portugueses. Musicalmente nasce da nossa raiz, o Fado, este transporta-se para a actualidade com uma sonoridade e ritmos mais universais. É uma canção que cada português que a ouvir em qualquer parte do mundo não irá conseguir ficar indiferente sentindo-a sua.

FC - Quais são as expectativas para a grande final?
CM - São várias as minhas expectativas para a grande final: que os concorrentes darão o seu melhor, que haja seriedade nas votações (tanto distritais como telefónicas) sem truques que possam penalizar quem está a concorrer de uma forma séria e que obviamente seja feita justiça ganhando quem realmente reúne tudo  (incluindo qualidade e originalidade), o que possa levar o nome de Portugal, e dos portugueses, de uma forma séria e justa à grande montra, a Eurovisão.

FC - A sua canção irá sofrer alterações?
CM - Sim como todos, julgo eu, depois do apuramento tudo o que a canção precisar será feito de forma a atingir uma excelente performance.

FC - No que se inspirou quando compôs o tema “São Os Barcos de Lisboa”?
CM - Em parte essa questão foi respondida na pergunta número 6 que é a vontade de um dia poder contemplar e homenagear esta magnífica cidade. À medida que compunha e escrevia a letra deparei-me com uma situação única e difícil de explicar: foi como se realmente tivesse tido um encontro com o Marquês de Pombal e tivéssemos conversado um bocado, partir daí foi uma viagem sem igual! Cada momento desta canção foi muito especial para mim, todo o seu processo tem uma história alucinante.

FC - Como nasceu a parceria com o intérprete Nuno Norte?
CM - A parceria com o Nuno Norte é mais uma das tantas coisas boas que a música e esta canção concretamente me têm dado. É mais uma história para contar... Estava escrito que seria o Nuno a interpretar "São os Barcos de Lisboa", nós não nos conhecíamos pessoalmente, a não ser no Festival de 2009.

Depois de obter o seu contacto propus-lhe esta canção para concorrer ao Festival, ele concordou e disse-me que primeiro gostava de ouvi-la e que se gostasse, porque não? Estávamos no último dia para entregar a nossa proposta para o Festival (19 de Janeiro até às 24h), tinha falado com o Nuno na quinta-feira, ele tocava na sexta (no Porto) e no sábado (no Algarve) e estava tudo combinado para gravarmos no domingo (dia 19) às 15h. Depois de várias tentativas só consegui falar com ele às 17h e disse-me que dentro de 1h saía do Algarve e então voltei a marcar estúdio para as 22h.

No entretanto, o Nuno volta a telefonar-me e diz-me que tinha perdido a boleia para Lisboa e que o próximo comboio saía às 20h e chegava a Lisboa às 24h e que já não dava para gravarmos. Eram cerca das 18h, perguntei-lhe onde estava concretamente e disse-lhe que o ia buscar e assim foi, saí a correr e fui buscá-lo. Cheguei ao pé dele e apresentamo-nos e voltamos a correr para Lisboa. No regresso o Nuno ouviu a canção duas vezes e disse: "agora só a quero ouvir no estúdio", falamos durante a viagem e começamos a descobrir as muitas coisas que temos em comum.

O Nuno gostou muito da música e letra, logo identificou-se com ela e a partir daí percebi que não estava sozinho nesta aventura. Chegámos ao estúdio (MDL) em Paço d' Arcos às 22h20, começámos a gravar e o tempo passava a correr... quando acabámos de gravar, enquanto o técnico misturava e gravava para CD fumámos um cigarro. Entretanto o técnico vem até nós a gritar: "faltam 20 minutos para chegarem à RTP!" e nós corremos para o carro. Acelerei até lá chegar, entregámos a canção e quando saímos vi as horas no telemóvel e eram exactamente 24 horas.

FC - Qual a sensação de poder vir a representar Portugal no grande certame da Eurovisão?
CM - A sensação de poder vir a representar Portugal na Eurovisão é, para mim e para o Nuno, um grande sonho que poderá tornar-se em realidade.

FC - Das 12 canções a concurso, à excepção de “São Os Barcos de Lisboa”, qual é a sua favorita? 
CM - Esta é uma pergunta um bocado pertinente, delicada e difícil de responder por vários motivos e o principal é que, muito sinceramente nunca ouvi como deveria todas as outras canções para lhe responder de uma forma justa. Tenho a noção que há este ano, como nos outros, canções boas e outras menos boas. Se tivesse uma favorita também não o diria como uma forma de respeito aos outros concorrentes.

FC - De todas as canções (vencedoras ou não) qual é a sua preferida dos Festivais RTP?
CM - Não tenho nenhuma preferida porque são muitas as que gostei desde Simone de Oliveira, Fernando Tordo, Paulo de Carvalho, José Cid, Armando Gama, Dulce Pontes, Sara Tavares, Vânia Fernandes e “Voar é Ver”.

Fonte: Carlos Massa - Entrevista de Miguel Meira - 2011/03/01

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A NOSSA ENTREVISTA A NUNO NORTE

Festivais da Canção - O que te motivou a concorrer ao Festival da Canção deste ano?
Nuno Norte - Como já tinha dito em 2009 depois da minha presença no festival  nesse ano, entraria de novo se tivesse um convite para interpretar um tema que fosse forte e sério , este ano deu-se esse convite pela parte do Carlos Massa , que se encontra dentro das condições que acima referi e que interpreto com muito gosto .

FC - Como soubeste e qual foi a sua reacção ao saberes que a tua canção era uma das 24 escolhidas entre um lote de mais de 400?
NN
- Bem, este ano tentei não me preocupar muito com isso, recebi a noticia de varias pessoas envolvidas no “projecto” “Barcos de Lisboa “ bem como de colaboradores e internautas ligados ao Festival.  A minha reacção foi a melhor possível, estava nos 24 escolhidos, uma fase tinha sido ultrapassada

FC - Como viveste a semana de votações online?
NN - Conforme quem esteve a par das votações pode constatar, não estive muito preocupado até quase ao último dia de votações, pois estive sempre entre os 3 primeiros lugares até ao último dia em que as votações dispararam e acabei em oitavo lugar se não estou em erro. Essa parte foi complicada. pois o nr de votos entre a minha canção e a ultima classificada não era assim tanta e corria o risco de não ficar classificado nos 12 finalistas. Mas acabou por correr tudo bem.

FC - Concordas com este método de apuramento?
NN - Não concordo com a votação online por vários motivos, tais como porque é fácil de ter resultados extraordinários se se tiver uma equipa bem organizada, e assim, pode-se cometer algumas injustiças como ficarem boas músicas de fora e entrarem músicas que eu não ouvia nem que me pagassem, a RTP já teve problemas com a votação online antes, não sei porque insistem neste molde de votação … e por fim , a razão mais importante, nós temos um Júri composto por profissionais que escolhem os 24 concorrentes, porque não escolhem logo os 12 finalistas? De certeza que o Festival iria ganhar com isso, qualidade e credibilidade.

FC - Achas suficiente o minuto e meio disponível online para o público avaliar as canções?
NN - Por um lado é como dar um doce a uma criança e tira-lo a meio quando ela já está toda babada, por outro lado acho que deixa as pessoas a adivinhar o que se segue e isso pode fazer as pessoas continuarem a acompanhar os desenvolvimentos. Portanto estou numa dualidade neste ponto.

FC - Como descreves a tua canção, para além do minuto e meio que já conhecemos?
NN - Uma música forte e bem Portuguesa que começa bem calminha e culmina numa espiral de emoções levando-nos ao êxtase … ta bom assim???

FC - Como nasceu a parceria com Carlos Massa?
NN - Eu não conhecia o Massa, ele andou num frenesim a tentar arranjar o meu contacto (não sabia que era assim tão difícil), quando finalmente o arranjou ligou-me e fez me o convite, ao que eu respondi ; manda me o tema e deixa me ouvir, se eu gostar, alinho.
Como andava bastante ocupado entre concertos em vários pontos do pais, não tive oportunidade de ouvir o tema até ao dia em que acabava o prazo de entregas das músicas na RTP. Nesse domingo estava no Algarve e quando acabei constatei que a minha boleia para Lisboa já não se encontrava no local  e teria de apanhar um comboio para voltar, isto tudo entre telefonemas com o Massa para tentar resolver a situação , o único comboio que tinha chegava a Lisboa exactamente as 00:00h, hora do fim do prazo para entregar a musica, liguei ao Massa e disse que não ia ser possível chegar antes, ao que ele me respondeu que me vinha buscar, isto eram 18:00 de Domingo .
Ele veio de Lisboa até ao Algarve, mal chegou arrancamos de volta para Lisboa, ouvi a música duas vezes pelo caminho e pedi para só voltar a ouvi-la no estúdio antes de gravar, chegamos ao estúdio fiz 3 ou 4 takes e gravamos a voz , fomos directos para a RTP e entregamos a maqueta da música. O relógio marcava 00:00h quando estávamos a sair da RTP. Foi à justa mas conseguimos .

FC - Em 2009 participaste no festival com Lua sem luar e Carlos Massa concorria com Francisco Andrade, que memórias desse festival?
NN - Em 2009 diverti me bastante, O “ Lua sem Luar “ é um tema lindíssimo que casou bem com a minha voz. Como sabes nesse ano fui repescado, e passei a fazer parte dos finalistas, só isso já foi uma agradável surpresa.
Depois, conhecia muita das pessoas que concorriam e então foi bom estar com amigos, alguns que já não via há algum tempo, depois foi também uma surpresa ter a classificação que tive no final, não estava mesmo à espera.

FC - Descreve-nos em poucas linhas a tua canção.
NN - “São os Barcos de Lisboa“ é um agradecimento à cidade de Lisboa por ter acolhido um estranho em dificuldades, uma letra forte e sentida com qual me identifico plenamente pois foi escrita por uma pessoa que não é de Lisboa, tal como eu.

FC - Quis o sorteio que a tua canção tivesse o nº3 contente por desfilares nesta posição ou preferias um número mais alto?
NN - Estou muito satisfeito com a posição no alinhamento, pois não tenho de esperar muito para entrar em palco e assim as pessoas já terão logo no inicio da emissão a certeza em quem devem votar (risos).

FC - Quais as expectativas para a final?
NN - Acho que a expectativa para qualquer concorrente é Ganhar a Final, estamos todos lá para isso, eu pelo menos estou. Vamos esperar para ver.

FC - Do Teatro Camões para Dusseldorf é um grande passo só acessível a uma das 12 canções em competição, qual a sensação de poder vires a ser o eleito do júri?
NN - Ser o vencedor eleito pelo júri para representar o meu pais numa final europeia será para mim o realizar de um de muitos sonhos que tenho na minha carreira musical, sou português e tenho orgulho disso.

FC - A canção que vais defender irá sofrer alterações?
NN - Vão ouvir exactamente a mesma canção … só que desta vez até ao fim.

FC - Quantos elementos irão estar em palco e que papel desempenharão?
NN - Em palco vamos ter além de mim, 2 homens e 3 mulheres, violoncelo, acordeão, guitarra 12 cordas, Guitarra Portuguesa e percussão. Quem toca o que vamos esperar para ver, mas aproveito para dizer que apesar de o instrumental ser em playback no dia do festival, os músicos que nos acompanham sabem tocar na integra a musica que defendemos. São músicos verdadeiros.

FC - Como irás apresentar a tua canção em palco? Haverá algum elemento cénico extra?
NN - O nosso cenário é a nossa música, qualquer pessoa que conheça minimamente Lisboa, irá no seu subconsciente visualizar os recantos descritos nas palavras que irei interpretar.

FC - Quanto à roupa que irão vestir todos os elementos da tua canção há algo já pensado?
NN - Bem, basicamente é um estilo clássico que corresponde ao tema que vamos apresentar, penso que não poderia ser de outra maneira.

FC - A vossa imagem no Festival é a inteira responsabilidade de Cátia Castel-Branco ou vai estar mais algum estilista envolvido?
NN - A Cátia e a sua equipa são excelentes profissionais e foi muito agradável estar a trabalhar de novo com estas pessoas. Rapidamente chegamos a um consenso e acima de tudo divertimo-nos bastante.

FC - Qual a sensação de puderes vir a pisar o grande palco da Eurovisão em representação de Portugal?
NN - Bem … acho que já respondi numa pergunta anterior, vai ser o realizar de um sonho, e se isso acontecer vou fazer os possíveis para ter a melhor posição portuguesa nas votações finais, ou na melhor das hipóteses, ganhar.

FC - Se tivesses que fazer um dueto na Eurovisão qual ou quais dos restantes 11 concorrentes escolherias e porquê?
NN - Esta é uma pergunta difícil, pois conheço todos os concorrentes há já algum tempo, à excepção de um caso ou dois, e inclusive já cantei com varias dessas pessoas, tal como o Feist ou a Carla Moreno, seria um pouco difícil escolher uma pessoa.

FC - De todos as canções que têm passado pelos festivais da canção (vencedoras ou não) qual ou quais é/são para ti uma referência?
NN - Eu não acompanho o Festival assiduamente, mas será sempre uma referencia, para mim, Paulo de Carvalho, com a sua interpretação poderosa de “E depois do Adeus“ em 1974, obviamente não era nascido, mas graças a Deus, há registos dessa grande interpretação.

Fonte: Nuno Norte - Entrevista de Carlos Portelo - 2011/03/02
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A NOSSA ENTREVISTA A JEL

Festivais da Canção - O que te inspirou para escrever a letra de “Luta é alegria”?
Jel - O estado em que isto está.

FC - Como descreves a tua canção?
Jel
-
Música tradicional portuguesa tocada com atitude revolucionária com vista a animar a malta

FC - A tua canção irá sofrer alterações, em relação à maqueta enviada ?
Jel - Sim claro. Está muito melhor agora que passou pelas mãos do maestro Galarza.

FC - O que iremos ver em palco?
Jel - Alegria, entusiasmo e muita Luta

FC - Qual a cor predominante na vossa imagem no dia 5 de Março? Será o vermelho?
Jel - Será um arco iris de cor

FC - A imagem da tua canção irá ser mais clássica, luxo, casual, ultra moderna ou…?
Jel - 1975 classe operária-chic

FC - Como nasceu a parceria com Vasco Duarte?
Jel -
Somos irmãos por isso nasceu na infância.

FC - Quais são as expectativas para a grande final?
Jel - Cantarmos bem e afinados com alegria e entusiasmo.

FC - Estamos a poucos dias da grande final, o nervosismo aumenta, diminui ou nunca existiu?
Jel - Aumenta claro.

FC - Das 12 canções a concurso, à excepção de  Luta é alegria qual é a tua favorita?
Jel - Todas são favoritas numa final!

FC - Com o número de desfile da tua canção (10) saíram vencedoras:
em 1981 “Play back” com Carlos Paião, em 1982 “Bem Bom” com as Doce, em 1985 “Penso em ti (eu sei)” por Adelaide Ferreira e em 2001 “Só sei ser feliz assim” pelos MTM. Destas 4 canções qual é a tua preferida?
Jel - Playback Carlos Paião pelo facto dele ter nascido no mesmo dia que eu: 1 de Novembro. Vivam os escoropiões!!

FC - “Luta é alegria” …. (por favor complete a frase)
Jel - Quer seja noite ou quer seja dia.

FC - Este espaço é seu por favor diga por que razões esta é a melhor canção para nos representar na Eurovisão.
Jel -
Esta é uma Canção que fala dos verdadeiros anseios do nosso povo!

Fonte: Jel - Entrevista de Carlos Portelo - 2011/03/02
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A NOSSA ENTREVISTA A NUNO FEIST

Festivais da Canção - O Nuno tem colaborado com a RTP e SIC ao longo dos anos, orquestrando diversas galas. É um dos músicos de eleição para tocar com Simone de Oliveira e fez uma obra-prima elogiada pela crítica: “Maldita Cocaína”.
De uma carreira tão extensa, quase com 30 anos, quais foram os momentos que mais o marcaram?

Nuno Feist - Cada trabalho que faço marca de uma maneira – estamos sempre a aprender e aproveito sempre para tentar melhorar o próximo trabalho com essa aprendizagem...

FC - Concorreu em 1985, com “Meia de Conversa” e posteriormente quatro anos como compositor: “Travo Doce” (1995), “Além do Sonho” (2007), “Do Outro Lado Da Vida” (2008), “Alvorada” (2010). Como descreve as suas participações ao longo dos anos?
NF
-
Cada participação foi especial à sua maneira. Todas foram, sem dúvida nenhuma, marcantes!

FC - Nas suas 2 últimas participações no festival, enquanto compositor concorreu com duas baladas, porquê a mudança de estilo musical este ano?
NF - Para mostrar que não só sei escrever baladas! Agora a sério, porque não mudar o estilo? 

FC - A música do “Quase A Voar” foi feita a pensar na Eurovisão?
NF - Estaria a mentir se dissesse que não... Estamos numa semifinal muito complicada, e tem que se compor o tema já a pensar na Eurovisão, para tentar passar à Final, e obter uma boa classificação na mesma.

FC - Na nossa semifinal iremos ter a Grécia, 5 dos países da ex-URSS e ainda a Albânia, a Hungria e a Polónia será a sua música um valor acrescentado por fazer uma viagem por estas paragens?
NF - Espero bem que sim! Neste tema, consigo provar várias coisas: a fusão de vários estilos/clichés e que nessa fusão, a música realmente vem toda da mesma base harmónica – nesta Europa tão grande, somos muito iguais em algumas coisas...

FC - Como descreve a sua canção?
NF - Festa, Vida.

FC - Quais são as expectativas para a grande final?
NF - Claro que gostava de ganhar, mas também quero fazer um trabalho que “marque” o Festival, como foi no ano passado com a “Alvorada”.

FC - A sua canção irá sofrer alterações?
NF - Não muitas.

FC - Para além do Henrique, irão estar presentes mais elementos em palco?
NF - Sim...

FC - A imagem da tua canção irá ser mais luxo, casual, étnica, ultra moderna ou…?
NF - Étnica.

FC - Qual a sensação de poder vir a representar Portugal no grande certame da Eurovisão?
NF - Fantástica, teria muita honra em defender o nosso País da melhor forma.

FC - Das 12 canções a concurso, à excepção de “Quase A Voar”, qual é a sua favorita?
NF - A seu tempo, direi – aliás faço questão de o dizer aos autores no Teatro Camões.

FC - Com o número que desfila a sua canção (5) saíram vencedoras: em 1968 “Verão”, em 1974 “E Depois do Adeus”, em 1989 “Conquistador”, em 1991 “Lusitana Paixão” e em 2008 “Senhora do Mar”. Destas cinco canções qual a sua preferida?
NF - Gosto muito de todas mesmo, mas a que me marcou mais foi a “Senhora do Mar” – a interpretação da Vânia na Eurovisão foi brutal e de cortar a respiração – a conjugação da música brilhante do Babic com a letra do Carlos Coelho também foi excelente.

FC - Quase a  terminar complete a frase: “Quase a Voar…..
NF -
… para Dusseldorf?????

FC - Este espaço é seu por favor diga por que razões esta é a melhor canção para nos representar na Eurovisão.
NF - A meu ver – refrão orelhudo que não deixa ninguém indiferente, aliado do profissionalismo e experiência do cantor.

FC - Desejamos a melhor sorte e uma grande participação no Festival deste ano.
NF - O meu muito obrigado e parabéns pelo trabalho do site, em não deixar morrer a Musica Portuguesa e defender o que é “nosso”!

Fonte: Nuno Feist - Entrevista de Miguel Meira - 2011/03/02
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A NOSSA ENTREVISTA A GUILHERME SANTOS

No atual contexto pós Festival da Canção e pré Eurovisão achámos pertinente entrevistar o Presidente da OGAE Portugal, Guilherme Santos que foi um dos 3 jurados pelo Distrito de Setúbal.

Festivais da Canção -
Como Presidente da OGAE Portugal e como eurofã como viu o Festival da Canção deste ano e respectivo resultado final?
Guilherme Santos - Eu vi o Festival da Canção confortavelmente sentado (risos). Na realidade foi um grande espectáculo. Mais uma vez, a RTP volta a estar de parabéns pelo belíssimo espectáculo que nos ofereceu, no Teatro Camões, em Lisboa, e pelo fantástico programa de televisão que apresentou a todos os portugueses. A RTP tem sabido manter vivo um momento que faz parte da história da nossa televisão e que continua a fazer história.
Eu tenho acompanhado as várias galas de selecção, em diversos países, e não tenho qualquer dúvida de que Portugal está entre os melhores. Entre as melhores finais nacionais de toda a Europa está, sem dúvida o Festival RTP da Canção. Quanto ao resultado final...
Eu sou obrigado a confessar que já esperava por este final e tive oportunidade de o dizer, num editorial que escrevi no site da OGAE Portugal.

FC - Quer comentar a canção “Luta é Alegria” no contexto do Festival da Eurovisão deste ano?
GS -
Todos os anos aparecem composições surpreendentes... canções boas e canções más, se é que se pode considerar uma canção nestes termos. Todos os anos, entre as cerca de 40 canções aparecem canções agradáveis e outras verdadeiramente inaudíveis, na minha opinião. Este ano não será diferente e, pelo que tenho visto e ouvido, há um conjunto de canções muito desagradáveis.
Quanto à canção vencedora do último Festival da Canção, eu digo apenas que Portugal, em 2011, está longe de se afirmar pela originalidade.
Se olharmos para os últimos anos, depois da Ucrânia (2007), de Espanha e da Irlanda (2008) e da República Checa (2009), Portugal será mais um a provocar 3 minutos de humor ao mundo.
Eu considero que, nos últimos anos, a RTP tem apresentado canções que ajudaram a dignificar a nossa presença na Eurovisão, onde temos conquistado, estou certo, o respeito de muitos países. O humor é sempre saudável e bem-vindo, quando é oportuno, mas o Festival Eurovisão da Canção não é um festival de teatro e chamar canção aos três minutos em que os Homens da Luta actuam no palco, com o sketch “A Luta é Alegria”, parece-me ousado. Eu tenho um enorme respeito pelo trabalho que a dupla de actores desenvolve. No entanto, considero que Portugal não se faz representar da melhor forma em Düsseldorf.
 

FC - Que possibilidades terá Portugal de passar à final com esta canção?
GS -
O Festival Eurovisão da Canção é uma competição imprevisível. Arriscar um qualquer resultado e dizer ou adivinhar, aqui, o que se vai passar seria uma irresponsabilidade. Nunca sabemos de que lado sopra o vento. Seja como for, Portugal vai disputar uma semifinal muito difícil. O nosso país vai encontrar países fortes e que dificilmente se deixarão vencer.
Uma nota de humor para combater a Rússia, a Turquia, a Grécia, o Azerbaijão, a Albânia e a Arménia, francamente não me parece suficiente.
Além disso, apesar de não ser do meu agrado, a Noruega apresenta uma canção que já está a conquistar os ouvidos da Europa. Veremos.

FC -  O Festival da Canção deste ano está a ter um papel de relevo na imprensa escrita e falada como há muito não acontecia. Este facto será benéfico para o resultado de Portugal no ESC?
GS -
Sinceramente acho que não e quero acreditar que não. Não é a primeira vez que canções e artistas polémicos entram no ESC e os Homens da Luta estão longe de ser uma novidade.

FC  - Acha que os Homens da Luta vão chamar mais a atenção do que a Dana International, que está de regresso?
GS - Os Homens da Luta serão um êxito se forem à Alemanha fazerem o que fazem em Portugal... Se lá forem reproduzir quadros identicos aos que já fizeram em comícios, semelhantes aos que fizeram em Fátima e revelar o verdadeiro objectivo (político) da viagem a Düsseldorf.
O êxito do grupo cénico pode, no entanto, não deixar limpa a imagem de Portugal. De uma coisa estou quase certo: O nome de Portugal nunca mais será o que foi na Eurovisão, mas esse é o preço a pagar por umas linhas nos jornais, e uns minutos valentes na TV e na Rádio. Não é isso que se passa aqui?

FC -  Desde a noite de 5 de Março que a canção portuguesa tem tido muito protagonismo, mesmo a nível internacional, será que com a notícia de há pouco sobre o regresso de Dana International ao ESC irá ofuscar os Homens da Luta?
GS -
Lá está... a Dana também já não é novidade. No entanto, no contexto da Eurovisão e por tudo o que ela representou, na altura em que ganhou o Festival, não deixará de ser muito “paparicada”, porque – queiramos ou não é a “Diva”.  Obviamente vai ter muito protagonismo.
Adivinhar se vai ter mais ou menos do que os Homens da Luta não sou capaz.
Os Homens da Luta só são o que são porque são uns trolhas... servem para partir parede e, com eles, “vai tudo abaixo”. (risos)

FC -  Depois de termos visto na Eurovisão vários travestis (chiques e burlescos), um transexual (que regressa este ano), um peru e várias caricaturas como Espanha 2008, Áustria 2003 e República Checa 2009, Portugal apresenta um grupo revolucionário em que cada elemento tenta ser um protótipo de várias profissões. Numa altura em que a crise económica está na ordem do dia, mesmo nos países mais ricos, como é o caso da anfitriã do ESC, não é a nossa escolha mais pertinente e ajustada ao momento?
GS -
Vejamos...
Eu já disse que respeito muitIssimo o trabalho dos Homens da Luta, apesar de achar que para beliscar, incomodar e fazer crítica, com humor, não é necessário chegar a extremos nem provocar zaragatas.
Quase todas as saídas dos Homens da Luta à rua acabam em “casos de polícia”. Muitas vezes vi fazer humor duro contra um número infinito de situações sem que a noção dos limites fosse perdida.
Os gatos, por exemplo, tornaram-se humoristas de horário nobre, pelas melhores razões e sobretudo pela enorme inteligência do grupo.
Porque será que os Homens da Luta nunca romperam o muro da SIC RADICAL?
Bem... romper romperam, mas ainda não percebi se romperam à sua custa e pelo valor do seu trabalho ou se foram levados ao colo.
Não sejamos tolos... houve, na RTP, quem os quisesse empurrar para a linha da frente.
Sempre que, em nome da liberdade, se atenta contra a liberdade dos outros estamos a romper a regras do jogo democrático e transformamos um espaço de todos em algo que queremos que seja só nosso.  O humor dos Homens da Luta, tem episódios e momentos, na minha opinião, imperdoáveis momentos que fazem com que aquele grupo não seja digno de representar Portugal.  Repito esta é a minha opinião.
Mesmo que eles vençam o Festival, voltam a estar de parabéns e, com eles, quem apostou neles, mas eu, português, não me sinto representado naquilo.
Eu desde sempre achei um disparate a participação daqueles homens no Festival, mas o festival não é meu e eu também não sou ninguém. Tenho a minha opinião e a minha opinião vale o que vale.
 Responder concretamente à sua pergunta é-me difícil.

FC -  Quais são as canções tuas preferidas, entre as já apuradas, para o ESC?
GS -
França é, sem dúvida, a canção que mais me agrada. Depois gosto bastante das propostas de Itália, da Irlanda, de Chipre, apesar de cheirar a velho e também gosto da Estónia.  A  Letónia tem uma canção agradável.
Gosto bastante da canção apresentada pela Lituânia e acho engraçada a canção da Áustria. A Polónia e a Suiça também não me desagradam.

FC -  Das 12 canções que desfilaram no sábado passado no Teatro Camões qual era, na tua opinião, a melhor para nos representar no ESC 2011e porquê?
GS -
Como sabe eu fiz parte do Júri distrital e a minha opinião foi clara. 12 pontos para a canção nº4.  Porquê? Basta ouvir a canção!

FC - Quem gostarias de ver em próximas edições do Festival da Canção?
GS - Ora bem... depois dos Homens da Luta eu gostava de ver os TRIPALIUM. Eles são um grupo de três trapezistas que já passaram pelo circo Chen. Também gostava de ver o Armani Divani, um Travesti do Algarve. Bem ensaiadinho faz boa figura. Agora para ser novidade podíamos mandar ao ESC a Paula Rego. Uma grande artista e assim que me lembre, um pintora famosa nunca concorreu.
Fora de brincadeiras. Gostava que o Festival da Canção não desse oportunidade a brincadeiras, a troco de audiências ou de alfinetadas políticas, e fosse de facto o palco nº 1 da música portuguesa.

FC - Que balanço final faz do Festival Da Canção 2011?
GS -
Posso ser honesto?  Posso dizer mesmo o que penso?
Eu acho que, embora o nosso coração (que ama estas coisas dos festivais) peça uma outra coisa, devemos respeitar quem – gostemos ou não – pelas regras venceu a competição.
O processo pode não ter sido o mais claro e transparente, mas a regras eram conhecidas desde o início.
Por isso agora, contesta-las depois de entornado o caldo, cheira a mau perder.
O Festival é da RTP

Fonte: Guilherme Santos - Entrevista de Luís Pereira e Carlos Portelo - 2011/03/09